Superintendência do Huse analisa paralisação de 24 horas dos cirurgiões plásticos no hospital

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Na manhã desta terça-feira, 6, cirurgiões plásticos que trabalham no Hospital de Urgência de Sergipe (Huse) interromperam por 24 horas as atividades no ambulatório e para novas consultas. As urgências e o internamento continuam com suas atividades normalizadas pelos profissionais. A decisão foi deliberada em assembleia no último dia 26 de fevereiro. Os profissionais reivindicam isonomia salarial com os cirurgiões gerais e cirurgiões plásticos contratados e concursados da Fundação Hospitalar de Saúde (FHS).

De acordo com o superintendente do Huse, Luís Eduardo Correia, a situação atual já existe há mais de cinco anos na FHS. São diversas especialidades médicas e muitas gratificações, além de horas gratificadas diferentes, situação essa que é questionada por outros sindicatos das outras classes da saúde.

Existe um projeto que está tramitando para ir para Assembleia Legislativa. Não é tão fácil de se fazer, porque vai tentar homogenizar e oficializar essas gratificações médicas, porque temos relatos da Procuradoria do Estado e Ministério Público, dizendo claramente que não se poderia gerar aumento de salário via gratificações somente com autorização do Conselho Curador e foi assim que a FHS fez por anos”, explicou.

O diretor Jurídico do Sindicato dos Médicos (Sindimed), Alfredo Vieira, explicou o que espera alcançar com a paralisação e quais os próximos passos. “O diretor técnico do Huse nos recebeu e disse que vai marcar junto à Superintendência uma reunião para tentar resolver de uma vez o nosso pleito. Amanhã teremos uma nova assembleia no sindicato e pretendemos ter alguma resposta para que o movimento não continue. A assembleia vai decidir um prazo para a reunião e outra paralisação. O atendimento ambulatorial e novos atendimentos não estamos realizando, apenas a urgência e as visitas aos pacientes internados estão funcionando normalmente”, disse.

Ao todo são 18 profissionais plásticos, na sua maioria celetistas, que atuam no Huse. O superintendente do hospital destacou ainda que a proposta é homologar e homogenizar as gratificações em uma só para todos os profissionais médicos. “Isso não é tão rápido de se fazer porque envolve várias gratificações, são mais de dez e estamos vendo a forma mais legal e viável devido às medidas de conteão adotadas pelo Governo do Estado para se fazer isso. Além do mais, teremos PSS que vem contemplado com os valores de gratificação para todas as especialidades médicas. Nós estamos tentando resolver da forma mais rápida possível, mas, não podemos pensar em aumento de salário só de médicos, nós temos outras classes que reclamam a mesma coisa”, ressaltou Luís Eduardo Correia.

Até a próxima semana, uma proposta será apresentada ao sindicato e a todos os profissionais para ser tramitada imediatamente.