SES realiza oficina com os municípios sobre os indicadores do Sispacto e Previne Brasil

Visando auxiliar os municípios quanto ao processo de monitoramento e avaliação dos indicadores de saúde e planejamento de ações para o ano de 2021, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) iniciou nesta terça-feira, 03, oficina com os municípios para análise e discussões dos indicadores do Sispacto e Previne Brasil,  que são importantes fontes de informação para Atenção Primária à Saúde e Vigilância Epidemiológica). A ação foi realizada pela  Diretoria de Atenção Primária a Saúde (Daps) e pela Diretoria de Vigilância em Saúde (DVS). De acordo com a diretora da Daps, Flávia Diniz, essa é uma proposta de trabalho junto aos municípios na perspectiva de apoio para planejamento de ações em saúde para 2021.

 “Inicialmente estamos fazendo com a regional de Glória e Socorro, mas durante a semana vamos abranger todas as regionais. A proposta é trabalhar os indicadores da saúde entendendo que eles são de fundamental importância para avaliação de desempenho dos municípios, sabemos que esse ano de 2020 está sendo um ano atípico, consequentemente isso gerou um impacto desfavorável nas ações que são realizadas pela Atenção Primária e Vigilância Epidemiológica , mas estamos trabalhando no intuito de ajudar a fortalecer as estratégias de trabalho”, ressalta.

De acordo com Flávia, os indicadores retratam a realidade de cada município a nível de saúde, os índices têm preocupado, é através deles que temos a resposta de atuação de cada um, como está abaixo da pactuação estabelecido pelo o Ministério da Saúde (MS) e SES, viu-se a necessidade de fazer uma intervenção de conscientização para orientar e fortalecer as ações para o próximo ano.

Para a coordenadora de vigilância epidemiológica, Sheila lima, esse é um encontro de reavaliação dos indicadores que refletem a assistência dos municípios à população. “Buscamos melhorar a qualidade e entender essas baixas, a exemplo da cobertura vacinal onde não atingimos a meta de 95%, a transmissão do sarampo tivemos casos por três anos consecutivos, os exames citológicos para prevenção ao câncer na mulher a procura tem sido baixa, então é preocupante, precisamos entender e conhecer a nossa população e saber através do profissional da saúde o porquê dessas faltas, qual a real necessidade desses municípios”, relatou.

Segundo a coordenadora estadual da atenção primária a saúde, Gisa Ávila, o apoio aos municípios é primordial. “Precisamos apoiá-los, essa oficina acontecerá com as sete regiões de saúde que totalizam os 75 municípios, os indicadores estão muito abaixo do normal, sabemos que a qualidade realmente precisa ser avaliada e melhorada. O objetivo nesse primeiro momento é mostrar as propostas, avaliarmos os indicadores e decidirmos juntos como serão as ações e estratégias traçadas, para que possamos alcançar um bom desempenho nos próximos resultados”, disse.

A proposta dessa ação é capacitar os profissionais do estado, principalmente os da atenção Primária.  Para a coordenadora da vigilância epidemiológica de Canindé, Carla Holanda, ações como essa vêm para fortalecer o aprendizado.  “Juntos podemos identificar nosso problema, entender e buscar soluções, nesse momento temos a oportunidade de participar dessa oficina para melhorarmos nossos índices”, explica. 


Fotos: Valter Sobrinho ASCOM SES 

Publicado: 3 de novembro de 2020, 16:55 | Atualizado: 3 de novembro de 2020, 16:57


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