Sergipe discute Infecções Sexualmente Transmissíveis com profissionais do Nordeste

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Por Bárbara Krusherwisky

oficina IST (4)A Oficina de Atualização e Formação de Multiplicadores acontece hoje, 19, e amanhã, 20, na Fundação Estadual de Saúde (Funesa) reunindo cerca de 100 médicos e enfermeiros de todo o Nordeste. A capacitação é coordenada pelo Ministério da Saúde, tendo a contribuição de Sergipe, que está sediando o evento. O objetivo é abordar a atualização do Protocolo do Manejo Clínico das Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs).

 

“Essa é uma das oficinas mais aguardadas e há muitos anos não acontece nos Estados. Pela necessidade de cada vez mais ampliar o tema e atualizar os profissionais, aceitamos sediar em Sergipe. É um desejo antigo porque temos trabalhado muito a questão da Aids e da Sífilis, mas precisamos fazer uma abordagem geral das outras infecções”, explica o médico Almir Santana, coordenador do Programa DST/Aids de Sergipe.

 

Na Oficina estão sendo discutidos casos de ISTs, procedimentos, a importância do diagnóstico precoce feito através do Teste Rápido, o tratamento, dentre outros temas. Após a capacitação, os profissionais de saúde passarão por uma seleção do Ministério da Saúde e atuarão como multiplicadores na sua região.

 

“A importância dessa Oficina é divulgar e aprimorar os conhecimentos dos profissionais de saúde médicos e enfermeiros sobre o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas de IST’s para que eles possam utilizar na atenção primária ou nos seus consultórios. Essa capacitação é para que esses profissionais voltem para as suas regiões e repliquem essa oficina para lá, levando conhecimento para os seus companheiros”, comenta Vitória Gonçalves, representante do Ministério da Saúde.

 

Ainda segundo Almir Santana, “um dos temas mais importantes é a discussão sobre a Sífilis, pois o Nordeste concentra o maior número de casos. Este evento é importante para impactar no enfrentamento da doença”.

 

François Figueiroa, coordenador do Programa de DST/Aids de Pernambuco, participa da Oficina e, para ele, um dos pontos relevantes de discussão é sobre as infecções comuns aos homens.

 

“Os homens, na sua maioria, não procuram o serviço de saúde, isso é cultural. É preciso criar estratégias para que eles procurem esse serviço. Temos que inovar nesse aspecto, garantir acolhimento, diagnóstico e tratamento para quebrar a cadeia de transmissão”, completa François.