Secretaria Estadual da Saúde e Sindicato dos Médicos discutem melhorias no atendimento a população

postado em: Notícias | 0

“Não descarto a possibilidade de realização de concurso público”. O secretário de estado da saúde, Almeida Lima, falou sobre essa opção durante uma reunião com a diretoria do Sindicato dos Médicos de Sergipe (Sindimed). O encontro foi organizado pelo sindicato, que convidou o secretário para discutir estratégias de otimização dos serviços de saúde em Sergipe.

As mudanças na gestão da Fundação Hospitalar de Saúde (FHS) estiveram entre os assuntos tratados no encontro. O secretário explicou o processo de exoneração de cerca de 300 cargos comissionados da FHS. “A fundação estava com quase 600 comissionados, estudamos a folha e chegamos à conclusão de que é possível um bom funcionamento com 260 cargos em comissão”, explicou. Os gastos com hora extra também foram relatados. “Não é normal uma empresa que tem oito mil funcionários, ter quase quatro mil processos trabalhistas, a maioria por questões de pagamento de hora extra”, avaliou.

O secretário também comentou a situação dos servidores da fundação. “Eles serão redistribuídos pelas unidades da Secretaria. Não vai haver exoneração de servidor, porque são eles que fazem o serviço de saúde pública. Nada funciona sem os servidores. Inclusive eu não descarto a possibilidade de realização de concurso público”, afirmou.

Outro ponto comentado foi relativo às mudanças na gestão das unidades da Rede Estadual de Saúde. Conforme o acordo firmado entre a Secretaria de Estado da Saúde (SES), FHS, Ministério Público Estadual (MPE) e Ministério Público Federal (MPF), todos os gestores  deverão ter dedicação exclusiva, uma medida positiva, na avaliação de José Menezes, presidente do Sindimed. “Nós queremos essa dedicação exclusiva, queremos qualidade de vida para o profissional e garantir que ele não tenha que trabalhar por 12 ou 24 horas em mais de um emprego é uma das formas de conseguir isso”, opinou.

Os representantes do sindicato fizeram sugestões ao secretário. Eles relataram algumas necessidades de profissionais e pacientes dos hospitais regionais, como a realização de exames, a aquisição de equipamentos e ampliação dos serviços de pediatria. O secretário concordou com algumas dessas sugestões, que serão encaminhadas para estudos técnicos para que se determine a possibilidade de concretização, além da realização de uma análise completa das unidades

Trabalho em conjunto

Outro tema discutido na reunião foi a greve dos médicos do município de Aracaju, que já completou três meses. O sindicato da categoria alega que a Prefeitura de Aracaju não fez o pagamento do salário referente ao mês de dezembro do ano passado e reconhece que o movimento grevista tem contribuído com a superlotação de unidades como o Hospital de Urgências de Sergipe (Huse).

Um dos pontos da conversa foi a solicitação de apoio ao secretário de estado da saúde, para que as negociações com a Prefeitura de Aracaju possibilitem o fim da greve. O presidente do Sindimed alega que o salário não foi pago mesmo havendo repasses por parte dos governos federal e estadual. “Os médicos têm sido prejudicados, mas o estado também. Ele está pagando por serviços que não estão sendo oferecidos”, declarou José Menezes.

Almeida Lima terminou o encontro reforçando que o encontro serviu para estreitar relações entre a SES e a categoria. Em relação à greve dos médicos de Aracaju, Almeida Lima demonstrou interesse em colaborar para um entendimento entre os médicos e a prefeitura. Na visão do secretário essa é uma das medidas que podem contribuir para a melhoria dos serviços públicos de saúde em Sergipe. Os dois lados voltarão a se reunir para discutir demandas da classe médica.

 

Propostas foram discutidas na sede do sindicato