Secretaria da Saúde comemora avanços no Dia Nacional de Luta Antimanicomial     

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As ações de indução de políticas públicas nacional e estadual de saúde mental fazem parte de uma avaliação positiva, feita por profissionais da Rede de Atenção Psicossocial da Secretaria de Estado da Saúde (SES) nesta quinta, 18. Na data em que se comemora o ‘Dia Nacional de Luta Antimanicomial’, o ponto alto é a luta pela garantia de direitos das pessoas com sofrimento mental, no sentido de reinseri-las na sociedade.

De acordo com a psicóloga Anusca Barros, que atua na Rede de Atenção Psicossocial, a SES assessora os gestores municipais na implementação de novos serviços, também de forma a articular os componentes em funcionamento. São eles os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), urgências e emergências, Residências Terapêuticas, Unidades de Acolhimento, serviços hospitalares e serviços de atenção primária em saúde.

 

“O assessoramento realizado pela SES engloba os componentes diretamente ligados às redes Estadual e Municipal da Saúde. Esse trabalho também inclui ações de educação permanente, sendo a próxima realizada no segundo semestre com participação de 900 profissionais ativos nesses componentes, que receberão orientações sobre manejo da crise em saúde mental. Ainda contaremos com profissionais do Samu, do Corpo de Bombeiros e de salas de estabilização de hospitais regionais e locais”, ressaltou  a psicóloga.

 

Avanços

 

Para Anusca, o 18 de Maio também representa avanços a serem considerados. “Conseguimos ao longo dos anos expandir a Rede de Serviços Substitutivos, que aboliu os manicômios, a exemplo do Hospital Psiquiátrico Garcia Moreno, localizado em Nossa Senhora do Socorro, fechado em 2006. Essas antigas unidades, caracterizadas pelos maus tratos aos pacientes, foram substituídas pelas residências terapêuticas, ou seja, casas inseridas nas comunidades aptas a abrigar até oito pessoas com sofrimento mental e um cuidador”, destacou  a integrante da Rede de Atenção Psicossocial da SES.

 

Segundo Anusca, os cidadãos moradores das residências terapêuticas mantêm acompanhamentos regulares nos CAPS. Dessa forma, eles são beneficiados com o resgate da cidadania e da autonomia e deixam de estar à margem para serem reinseridos na sociedade. A gestão dessas residências terapêuticas, totalizando 16 em Sergipe, é responsabilidade das prefeituras municipais, estando a SES apta a realizar capacitações destinadas aos respectivos cuidadores.

 

“Em se tratando de avanços, consideramos também a expansão da cobertura da Rede de Atenção Psicossocial, tendo no quantitativo de CAPS em Sergipe uma referência nacional, comparado ao número de habitantes. Estamos, portanto, numa posição satisfatória”, destacou.

 

18 de Maio

 

O dia 18 de maio marco o movimento da luta antimanicomial, ressaltando a cidadania da pessoa com transtorno mental e destacando o seu direito à liberdade, o direito de viver em sociedade, além do direito de receber cuidado e tratamento sem que para isso tenha que abrir mão de seu espaço com cidadão.

 

O movimento começou a partir da iniciativa de trabalhadores, usuários e familiares há cerca de 30 anos.  Suscitou a mudança de um modelo de atenção centrado no médico, na doença, exclusão e segregação, para um modelo de base territorial, centrado no sujeito. Esse novo modelo é composto por uma rede de serviços, através dos quais os pacientes podem ter acesso conforme as suas necessidades e a complexidade do seu caso ou situação.