Secretaria de Estado da Saúde apresenta dados epidemiológicos na UFS

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Por Núbia Santana

Informações relacionadas ao controle das arboviroses (Dengue, Febre Chikungunya e Zika Vírus), bem como da microcefalia em Sergipe foram apresentadas na manhã desta terça-feira, 25, no auditório da reitoria da Universidade Federal de Sergipe (UFS). Na ocasião, as estatísticas do Governo de Sergipe, divulgadas pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), estiveram associadas a uma série de estratégias em combate às doenças.

 

A coordenadora do Núcleo Estratégico da Saúde (Nest/SES), Eliane Nascimento, tratou das ações desenvolvidas nos anos de 2016 e 2017, na Sala Estadual de Situação, criada com o objetivo de coordenar e monitorar as mobilizações de combate ao vetor Aedes aegypti, por meio de uma resposta integrada e intensificada.

 

“Através de dados epidemiológicos coletados em 2016 percebemos que tivemos um alto índice de epidemia dessas arboviroses. Atualmente, já na 15ª semana epidemiológica, mostramos que há redução de quase 90% de cada agravo, mas isso não é motivo para acomodação. Ao contrário, aproveitamos a presença de alunos, professores e representantes de municípios endêmicos, como Aracaju e São Cristóvão, para que mantenham mobilizações, análises dos dados e visitas de agentes de endemias, para que tenhamos subsídios para a análise real da situação em Sergipe”, destacou Eliane.

 

A coordenadora do Nest/SES ainda apresentou o portal da Sala de Situação, disponível no site da SES, onde são encontradas informações sobre o Aedes, informes semanais, ações desencadeadas em combate ao mosquito, além de documentos técnicos, relatórios e formas de denúncias em caso de detecção de focos. Conteúdos preparatórios, segundo a estudante do curso de pós-graduação em Residência Multiprofissional em Saúde da Família, Maria de Lourdes Feitosa. “Profissionais com a minha formação estarão lidando com cidadãos brasileiros no desenvolvimento de ações de prevenção. Somos ampliadores dos resultados levantados pelo Governo do Estado, seja a nível de conhecimento ou até mesmo para auxiliar nesse controle epidemiológico”, declarou a estudante.

 

Para a pró-reitora de Extensão da UFS, Alaíde Hermínia, a iniciativa de explanar dados gerenciados pelo Nest/SES está ligada a aproximação consciente do corpo acadêmico das ações no campo de pesquisa e junto aos municípios sergipanos. “Em procedimento ao trabalho de controle epidemiológico que a SES já desenvolve, podemos sedimentar atividades específicas, especialmente onde a UFS atua, a exemplo de Lagarto, Laranjeiras, Nossa Senhora da Glória e São Cristóvão. Entendemos que não podemos estar fora desse processo”, ressaltou Hermínia.

 

Dados

 

Em 2016, foram registrados no Brasil mais de 1,5 milhão de casos de dengue. Até março deste ano, foram outros 90.300. Os de Chikungunya ultrapassaram 270 mil em 2016 e até o mesmo período de 2017,cerca de 27 mil casos. Já a Zika registrou em 2016 pouco mais de 215 mil casos e até março de 2017, menos de 5 mil. Sergipe, por sua vez, notificou em 2016, quase 3.500 casos de dengue e até março de 2017 registrou 182. De Chikungunya, quase 8.200 casos, tendo 90 contabilizados até março de 2017. Os casos de Zika em 2016 chegaram a 223, mas até março de 2017, apenas 13.

 

 

Alaíde Hermínia, Pró-reitora de extensão da UFS
Eliane Nascimento, coordenadora NEST/SES
Maria Lourdes Feitosa, estudante de Pós-graduação UFS