Saúde realiza Fórum para discutir a situação da Sífilis em Sergipe

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Por Morgana Barbosa

 

 

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) realizou na manhã desta terça-feira, 29, o Fórum: ‘Discutindo a Sífilis no Estado de Sergipe’. A programação reuniu no auditório da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/SE) gestores e instituições parceiras com o objetivo de ampliar o entendimento sobre o panorama da Sífilis Congênita no Estado, assim como articular a participação  de cada um deles no enfrentamento à doença .

 

Segundo a coordenadora do Núcleo das Doenças Transmissíveis da SES, Mércia Feitosa, a situação em Sergipe é preocupante.  “A incidência de Sífilis congênita continua elevada, com uma média de 10 casos a cada mil nascidos vivos”, destacou.

 

Para reduzir o impacto da doença, algumas das principais estratégias apontadas pela gestora foram: a ampliação da  execução de testes rápidos durante o pré-natal e realização do tratamento adequando.

 

“Através dos testes rápidos na atenção primária é que será possível fazer o diagnóstico precoce e o tratamento oportuno. A partir daí, orientamos que haja a ampliação do número de consultas de pré-natal e assim faremos com que o diagnóstico da sífilis não aconteça na maternidade”, enfatizou a coordenadora.

 

Entre os momentos do encontro esteve a apresentação das ações de promoção e prevenção desenvolvidas pela SES, através do Programa Estadual IST/Aids, gerenciado pelo médico Almir Santana. Ele indica, dentre outras medidas preventivas, o uso da camisinha e maior esforço para que os parceiros das gestantes façam, também, o pré-natal.

 

“Enfrentar a Sífilis Congênita continua sendo um grande desafio. A SES já vem lutando desde 2010, atuando com base em um plano de eliminação da sífilis congênita. Também capacitamos profissionais de saúde, implantamos o teste rápido, criamos a unidade móvel para facilitar o acesso da população ao teste e, além disso, foram realizadas diversas campanhas educativas”,  destacou Almir Santana.

 

Maria das Graças Lima, consultora da Unicef para linhas de cuidados da transição vertical da sífilis e do HIV nos Estado de Alagoas, Bahia e Sergipe, participou do evento e considerou a urgente necessidade de fortalecer as parcerias para combater a doença.

 

“Apesar de ter diagnósticos, tratamento e cura, a doença tem avançado. Então esse encontro foi de suma importância para pensarmos sistemicamente em estratégias que envolvam os diversos atores nesse processo de enfrentamento”, disse Maria das Graças.

 

Também esteve presente a médica neonatologista Elga Santos, que atua no Ambulatório de Follow up da Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (MNSL), em um trabalho específico para o tratamento dos casos de Sífilis Congênita constatados em crianças nascidas nessa unidade.

 

“Atualmente fazemos acompanhamento de cerca de 150 recém nascidos com sífilis. Mas temos dificuldades, entre elas o fato de algumas mães abandonarem o tratamento. Isso ocorre, muitas vezes, por dificuldades relacionadas ao transporte, que deve ser garantido pelos municípios. Para sanar esse e outros problemas, esse momento é de grande importância. Somente trabalhando em conjunto poderemos conter essa epidemia de sífilis no Estado”, destacou a médica.

 

Também estiveram representados no evento  a Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia, COREN, Sindicato de Enfermagem, OAB, além da presença de gestores municipais, coordenadores municipais de vigilância ,da atenção básica, gestores de maternidade públicas e particulares, entre outros.