Saúde orienta comunidade do Santos Dumont sobre o combate ao Aedes aegypti

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Por Luiza Sampaio

 

A população do bairro Santos Dumont, em Aracaju, convocou e a Secretaria de Estado da Saúde (SES) atendeu ao chamado. Na noite desta quarta-feira, 27, o secretário da pasta, José Sobral, e a gerente do Núcleo de Endemias, Sidney Sá, estiveram na comunidade para um bate-papo sobre Dengue, Febre Chikungunya, Zika Vírus e o ponto em comum entre as três doenças: o mosquito Aedes aegypti.

 

“Ficamos bastante satisfeitos com o convite deles. Isso demonstra que o nosso trabalho de conscientização vem dando resultado”, comemorou o secretário de Saúde, José Sobral, lembrando que essa ação já está sendo realizada em outras regiões.

 

Ele abriu os trabalhos fazendo um panorama sobre a situação do Aedes aegypti no estado e o que já vem sendo feito pela SES.

 

“Algumas cidades e bairros da capital ficam em situação de alerta por estar com o índice de infestação do vetor em médio ou alto grau. Nessas regiões, estamos intensificando as ações de combate e prevenção, com a visitação da Brigada Itinerante e dos militares do Exército Brasileiro”, informou.

 

José Sobral também falou sobre a relação do Zika Vírus com o aumento dos casos de Microcefalia e as consequências que a má formação congênita pode trazer para os bebês. “Além de não ter cura, a doença pode desencadear muitos outros problemas. Já notificamos 172 casos em Sergipe e se não tomarmos uma atitude agora, no final deste ano podemos enfrentar um surto ainda maior”, alertou.

 

Comprometimento

 

O gestor lembrou à comunidade que somente o trabalho dos agentes de endemias não será suficiente para resolver o problema.

 

“Precisamos da participação e do comprometimento das famílias. Se cada um cuidar da sua casa, se tornar um vigia, vistoriando os possíveis criadouros do mosquito ao menos uma vez na semana, será mais fácil sairmos vitoriosos”, ressaltou José Sobral.

 

A gerente do Núcleo de Endemias da SES, Sidney Sá, reforçou que, “qualquer local em que possa acumular água pode se tornar propício para que o mosquito deposite seus ovos. 82% dos criadouros do Aedes aegypti na Região Nordeste são encontrados dentro da casas. Ou seja, nossas famílias estão criando o mosquito responsável por causar três tipos de doenças, com consequências que podem ser fatais. Não podemos permitir isso”.

 

As orientações dos gestores foram ouvidas atentamente pelo público do Santos Dumont, que se comprometeu em multiplicar o conhecimento passado. Para o líder comunitário do bairro, Enézio Luiz, o momento foi muito importante para envolver a comunidade na luta contra o Aedes aegypti.

 

“Quando um profissional que entende do assunto vem até nós e explica a situação, mostrando o que podemos fazer para contribuir com o trabalho e as pessoas encaram com mais seriedade”, opinou.

 

Givaldo Souza, do grupo Axé Kizomba, que realiza trabalho social na região, pediu o empenho da população, no sentido de fortalecer o que já vem sendo executado pela Secretaria de Estado da Saúde.

 

“Estamos vendo os agentes de endemias na rua, tanto na capital quanto no interior. Mas esse trabalho não pode ser feito somente pelo poder público. Temos que fazer a nossa parte. Se cada um cuidar da sua casa, conseguiremos acabar com o mosquito”, completou.