Saúde dos ossos: alimentação e exposição ao sol são importantes na prevenção contra doenças

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Quando o assunto é manter o corpo em movimento e fortalecido, a palavra de ordem é prevenção. Para que sejam evitados os problemas mais comuns em relação aos ossos, a exemplo da osteoporose, medidas simples, como ingestão de leite e derivados ou mesmo exposição saudável ao sol, devem ser tomadas.

 

Natural do município de Ribeirópolis, Nadieje Lisboa, 49 anos, sofre de problemas na coluna, o que resultou em problemas nos ombros e em ossos das pernas, tratados há quase 15 anos. “O tratamento que faço hoje é a reposição de cálcio por meio de medicamentos, mas ainda enfrento dificuldades na caminhada e preciso dormir de colete. Um dilema que logo me impossibilitará de ser cuidadora de paciente, que é o que faço”, desabafou a cidadã, que aguarda regularização do seu quadro clínico para a realização de uma cirurgia de coluna.

 

Nadieje é uma das pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) que enfrentam dilemas relacionados aos ossos. Mesmo tendo a origem dessa problemática na coluna, ela está entre os diversos brasileiros que acolhem medidas de prevenção para manutenção da saúde óssea. Para o especialista Antônio Cabral, referência técnica em ortopedia no Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), algumas medidas estão diretamente associadas à qualidade de vida dos cidadãos.

 

“Com o consumo de leite e derivados é possível repor a necessidade diária de cálcio no organismo. Em se tratando da aquisição de vitamina D, a exposição solar é uma opção válida e pode ser feita durante 30 minutos pela manhã e em novo intervalo, no final da tarde. A vitamina é responsável por aumentar a captação do cálcio orgânico e só em casos específicos há necessidade de complementação química”, explicou Cabral.

 

Cuidados

 

Alguns alimentos, especialmente peixes gordos, são fontes de vitamina D, mas é o sol o responsável por 80 a 90% da vitamina recebida pelo corpo. Em se tratando da mulher, cuja densidade óssea é mais fina, os cuidados devem ser redobrados antes da menopausa, que ocorre em média entre os 45 e 55 anos. A prevenção se dá nesse período em decorrência da queda do estrógeno, hormônio sexual feminino, antes e durante a menopausa, implicando na diminuição da absorção de cálcio.

 

Segundo o especialista, a prevenção tem que ser anterior ao estabelecimento de uma osteoporose, doença silenciosa que se manifesta muitas vezes através de uma fratura.“Vale destacar também outras medidas importantes a serem adotadas, como a realização de atividade física regular, o combate ao fumo e à obesidade. Curiosamente, o  baixo peso contribui para a perda de cálcio no organismo, exceto quando há uma alimentação saudável. Porém, a mulher mesmo com uma hábitos alimentares saudáveis, precisa considerar a perda de cálcio pelo baixo nível de estrógeno. A reposição de estrógeno, por sua vez, é controvérsia porque implica no aumento de incidência de câncer de mama, daí a importância da prevenção”, acrescentou o especialista.

 

A reposição de cálcio, se necessário, e exposição ao sol também devem ser exercidos pelos homens, só que a partir dos 50 anos. Assim como as mulheres, eles devem ter atenção especial aos perigos da queda da própria altura e para combatê-los, fazer uso das medidas preventivas. Nesse contexto, a vitamina D funciona, inclusive, para a manutenção do tecido ósseo, influenciando consideravelmente no sistema imunológico até mesmo para o tratamento de doenças autoimunes, como a artrite reumatóide e a esclerose múltipla. A vitamina influencia no processo de diferenciação celular e a presença desse nutriente desfavorece diversos tipos de câncer.