Samu registra aumento do número de atendimentos por intoxicação

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Entre os meses de janeiro e maio deste ano, as equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) em Sergipe chegaram a atender 114 pacientes por intoxicação. Do total de atendimentos em 2017, a assistência pré-hospitalar voltada para esse público passou de 17% em janeiro para 27% em maio, com redução de percentual apenas em fevereiro, que compreendeu 15% do total. A análise se dá com base no Sistema de Dados e Informações do próprio Serviço, que é gerenciado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES).

 

Em 2017, o maior número de chamadas para o 192 em decorrência de intoxicação se deu em maio, com registro de 30 casos. Segundo a coordenadora médica do Samu, Tiemi Sayuri Fontes, as causas mais comuns estão relacionadas ao uso de medicamentos controlados sem prescrição médica e ao uso de chumbinho, produto clandestino, irregularmente utilizado como raticida, que não possui registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), nem em nenhum outro órgão de governo. O consumo abusivo de bebidas alcoólicas também é caracterizado como intoxicação.

 

“O menor número de atendimentos por intoxicação realizados pelas equipes móveis de urgência diz respeito à ingestão de hipoclorito de sódio ou água sanitária, seja ela feita propositalmente ou não. A maior parte dos pacientes atendidos pelo Samu ingere por engano, a exemplo de uma ocorrência que se deu em função do consumo da substância quando confundida com água potável ao ser retirada de um filtro que passava por processo de higienização”, relatou Tiemi.

 

Segundo Tiemi, ao ligar para o 192 o solicitante que informar possível caso de intoxicação irá receber orientações com base no estado de consciência do paciente. “Se estiver consciente, o médico orienta que o intoxicado esteja em observação e que seja acomodado em local seguro, caso haja tonturas. Se o paciente estiver inconsciente, o solicitante é orientado para que realize manobras de ressuscitação enquanto a unidade de suporte básico ou avançado do Samu chega ao local. Em todos os casos de intoxicação não é permissível o estímulo ao vômito, a fim de que a situação não se agrave”, explicou.