Protocolo internacional assegura atendimentos prioritários no Huse

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Um mecanismo utilizado pelo Ministério da Saúde (MS) para identificar os usuários que necessitam de atendimento médico imediato, assim é o Acolhimento com Classificação de Risco (ACCR), do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse) utilizado por profissionais do Pronto Socorro da unidade e baseado nas diretrizes do protocolo de Manchester, que consiste em classificar os atendimentos aos usuários do SUS por cores, de acordo com a prioridade do quadro clínico e não pela ordem de chegada, tornando o atendimento mais dinâmico e humanizado.

O Huse atua no sistema ‘Porta Aberta’ e isso ocasiona um fluxo invertido e, consequentemente, a superlotação da unidade. Esses usuários chegam por demanda espontânea e muitas vezes sem apresentarem qualquer tipo de complexidade ou referenciado por outra unidade hospitalar. A técnica pelo ACCR, vem sendo utilizada com grande sucesso por vários hospitais e pronto socorros brasileiros públicos e privados.

De acordo com o coordenador do Pronto Socorro do Huse, Vinícius Vilela, a classificação de risco garante a assistência da menor a maior complexidade. “Quem acolhe e faz a primeira abordagem é o enfermeiro. O profissional verifica sinais vitais e sintomas, anotam e encaminham a prioridade para o médico. Como o Huse é porta aberta, a demanda de baixa e média complexidade está superando a demanda da alta complexidade, então, é de fundamental importância que os usuários em estado crítico tenham seu atendimento priorizado, porém, todos tem seu direito assegurado mediante a lei”, enfatizou.

A classificação é feita através das cores: Vermelha (prioridade máxima, atende imediatamente e encaminha diretamente para atendimento médico. Amarelo (urgente e atende para consulta médica priorizada, com reavaliação periódica. Azul e Verde (pouca urgência e atendimento para baixa complexidade e de menor potencialidade).

De acordo com dados do Sistema Integrado de Informatização de Ambiente Hospitalar (Hospub), o Huse registrou no primeiro semestre deste ano (janeiro a julho), 25.827 pacientes na Área Azul, reservada para baixa complexidade, já a Área Vermelha totalizou 880 usuários atendidos.

Com o ACCR, a diminuição do tempo de permanência do usuário no hospital reflete a qualificação do serviço, que impossibilita longas e desnecessárias permanências de pacientes nas alas de internamento da unidade, eliminando a sobrecarga no HUSE e proporcionando a racionalização de recursos. Isto porque as despesas relativas ao tempo de permanência no hospital passam a ser economizadas.