Profissional de enfermagem destaca importância de sangue fator Rh negativo

Apenas 6% da população brasileira tem sangue fator Rh negativo. Essa realidade, aliada a falta de conhecimento da importância de doar sangue, sempre ocasiona uma redução dos estoques dos sangues, A, O, B e Ab negativo no Centro de Hemoterapia de Sergipe (Hemose), unidade da Fundação de Saúde Parreiras Horta (FSPH) que integra a Rede Estadual de Saúde.
Sergipe tem pouco mais de dois milhões de habitantes, cerca de 1% doa com regularidade. Desse percentual, o doador de sangue com RH Negativo, é ainda mais raro. Preocupado com a necessidade dos pacientes que necessitam de sangue negativo nos hospitais, o enfermeiro e triador clinico do Hemose, Reinaldo Melo, disse que é preciso dialogar e estimular a doação de sangue entre os voluntários dos grupos sanguíneos negativo.
 “Um cidadão com sangue O negativo, é doador universal, ou seja, ele pode doar para qualquer pessoa. Na Saúde chamamos de sangue coringa, porque na ausência de qualquer outro grupo sanguíneo, seja positivo ou negativo, é o sangue O negativo que irá resolver a necessidade do paciente ou de um bebê recém-nascido que precisa realizar uma transfusão emergencial”, explica.
Conforme o profissional a preocupação da pessoa portadora desse sangue é encontrar outro O negativo, no caso de haver uma necessidade. “Quando entrevisto um doador que possui esse grupo sanguíneo, percebo essa preocupação, mas ainda assim, incentivo que esse voluntário realize a doação frequente, até porque, o número de pessoas que possui o sangue fator Rh negativo é bastante reduzido, em relação aos grupos, com fator Rh positivo”, ressalta.
A coleta de uma bolsa com 400 ml de sangue pode salvar até quatro vidas. O Hemocentro de Sergipe é responsável por abastecer todas as unidades hospitalares do Estado. O sangue doado é dividido em diferentes componentes, as hemácias são usadas para tratar anemias; o plasma (parte líquida do sangue) – serve para tratar hemorragias. Parte do plasma é encaminhado para indústrias que produzem fatores de coagulação, utilizados para tratar hemofílicos  e as plaquetas – servem para tratar ou evitar sangramentos.
Para ser doador de sangue é preciso estar bem de saúde, ter entre 16 e 69 anos de idade e pesar mais de 50 quilos. A coleta funciona de segunda a sexta-feira, no horário das 7h30 às 17h. Para o dia da doação é recomendado que o voluntário esteja bem alimentado, evitando alimentos gordurosos quatro horas antes do procedimento, faça um repouso mínimo de seis horas na noite anterior à doação, não ingira bebidas alcoólicas nas 12 horas anteriores e evite fumar por pelo menos duas horas. Mais informações sobre o serviço de doação de sangue e o cadastro de medula óssea, através dos telefones: (79) 3225-8000, 3225-8039 e 3259-3174.

Publicado: 5 de março de 2018, 18:37 | Atualizado: 5 de março de 2018, 18:37


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