Profissionais são capacitados para a 4ª fase do Programa Nacional de Triagem Neonatal

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Por Luiza Sampaio

triagem neonatal (4)Nessa quarta-feira, 31, no Hospital Universitário (HU), foi reaalizada mais uma Capacitação em Triagem Neonatal, popularmente chamado de “teste do pezinho”, com enfermeiros e médicos da Atenção Básica dos 75 municípios sergipanos. O objetivo da ação foi qualificar os profissionais com foco na quarta fase do programa nacional, que engloba o diagnóstico de mais duas patologias: deficiência de biotinidase e hiperplasia adrenal congênita.

 

“Essa foi a segunda capacitação do ano para os profissionais das Unidades Básicas de Saúde (UBS), englobando o tratamento e acompanhamento desses pacientes”, explica a técnica responsável pelo programa em Sergipe, Luciana Santana Alves.

 

Segundo ela, também será destacada a importância da coleta do teste do pezinho entre o terceiro e o quinto dia de vida do bebê, bem como o envio rápido dessas amostras ao Serviço de Referências em Triagem Neonatal (SRTN) do HU.

 

“Os municípios devem enviar as coletas de forma continuada e não esperar até o final do mês. Quanto mais cedo o diagnóstico, maiores as chances de sobrevida da criança”, ressalta.

 

A coleta do sangue em bebês é realizada em 268 pontos espalhados por todas as 75 cidades do Estado. A análise dessas amostras é feita no Hospital Universitário, que já tinha a autorização para a detecção de outras doenças como o Hipotireoidismo Congênito, Fenilcetonúria, Hemoglobinopatias e Fibrose Cística.

 

O médico geneticista, Emerson Santana, professor da UFS e que trabalha no ambulatório de Centro de Especialidades Médicas da Criança e do Adolescente (Cemca), ressalta que a triagem neonatal é a melhor maneira de detectar e tratar, através do Sistema Único de Saúde (SUS), uma série de doenças, logo nos primeiros dias de vida do recém-nascido.

 

“São patologias relativamente raras, que não fazem parte do dia-a-dia do profissional. Por isso a importância de trazer essa capacitação, para que ampliemos o diagnóstico e o tratamento precoce”, avalia.

 

Fase dois

 

Ainda durante a capacitação, foi abordada a fase dois da hemoglobinopatia, com foco no aconselhamento genético, com o objetivo de sensibilizar os profissionais das Unidades Básicas de Saúde. “O serviço foi descentralizado, por isso, os médicos e enfermeiros de cada UBS podem orientar os pais ou responsáveis nos casos de Anemia Falciforme diagnosticadas no teste do pezinho, inclusive quando for detectado apenas traço genético da doença”, esclarece a coordenadora do SRTN, a farmacêutica Flávia Oliveira da Costa.