Profissionais da Saúde do Tocantins conhecem o Complexo Regulatório Estadual de Sergipe

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Por Herieta Schuster

 

Durante a manhã dessa quinta-feira, 01, cinco gestores da área da saúde do Estado do Tocantins, vieram a Sergipe para conhecer o Complexo Regulatório de Saúde de Sergipe, ligado a Secretaria do Estado da Saúde (SES), que tem se tornado referência para outros estados, inclusive indicado para visita pelo Conselho Nacional dos Secretários da Saúde (Conass) e Ministério da Saúde.

 

“Estamos aqui no Estado de Sergipe desde 2012, ajudando na implantação e regulamentação da saúde. Nesse momento, achamos salutar as trocas de experiências resultosas. Como apoiadora do Ministério da Saúde, vejo o quanto Sergipe tem dado passos positivos com a instituição do Complexo Regulatório, que representa uma melhoria no fortalecimento da Rede de Atenção à Saúde no Estado. Trata-se de um modelo de Atenção potente e isso vem ajudar para que outros Estados fortaleçam o Sistema Único de Saúde (SUS)”, relata a apoiadora de Rede de Atenção da Saúde do Ministério da Saúde, Sayonara Carvalho.

 

A reunião com os profissionais da saúde do Tocantins foi conduzida pelo coordenador do Complexo Regulatório Estadual, Clóvis França, que mostrou a implantação, as dificuldades enfrentadas e como foram vencidas. Ele apresentou com funciona o sistema, quais as inovações que estão sendo implantadas e os resultados positivos que são observados diariamente.

 

“A nossa visita foi muito produtiva. No Tocantins, já temos a Rede e a Política implantada. Viemos em busca de melhorias, de uma melhor qualidade na nossa implementação, na nossa estrutura de processos de trabalho e a implantação do sistema. Vimos modelos novos que não estão implantados em outros Estados. Da proposta da Política de Regulação de todos os Estados que já visitei, com certeza esse tem sido o melhor modelo. É o processo de trabalho muito qualificado e eficiente”, comentou a diretora de Regulação do Tocantins, Sinara Mayena.

 

Complexo Regulatório de Saúde

 

O Complexo Regulatório de Saúde de Sergipe é um espaço de inteligência do Sistema Único de Saúde (SUS) no Estado, um verdadeiro salto na agilidade, na qualidade e na transparência dos serviços de Saúde tanto para os usuários quanto para os profissionais de saúde.

 

Criado em 2008, o Complexo atua dentro das diretrizes estabelecidas pela Reforma Sanitária do SUS no Estado, através da Lei Estadual nº 6345 e da Portaria Ministerial GM/MS 1.559/2008 da Política Nacional de Regulação de Acesso ao SUS.

 

Com o intuito de identificar uma demanda, organizar o fluxo e regular o acesso dos usuários do SUS, o Complexo é composto por seis centrais de regulação: Central de Regulação de Leitos para Internamento, Central de Regulação das Urgências (Samu 192 Sergipe), Central de Serviço de Remoção Inter-Hospitalar Assistida (SRIHA), Central de Tratamento Fora do Domicílio, Central de Transplantes e Central Especializada.

 

“As demandas devem ser encaminhadas às Centrais de Regulação pertinentes para que estas orientem os fluxos de acesso, estabelecendo a comunicação entre a gestão, a Rede e os vários serviços de saúde da Rede Hospitalar Estadual de Urgência e Emergência do Estado”, esclarece Clóvis França.

 

Com o Complexo Regulatório Estadual, Sergipe tem uma melhor logística e mais tecnologia para abreviar o tempo de espera para o direcionamento dos pacientes aos serviços de Saúde.

 

“O Complexo Regulatório foi criado para ser um espaço de organização e implementações de ações que organizam o acesso das pessoas a diversos serviços da saúde, através de protocolos clínicos, do protocolo da rede de acesso das regras públicas do SUS e, também, do processo refinado de regulação priorizando quem tem maior necessidade”, complementa o coordenador.

 

Ele explica que é realizado um monitoramento permanente do mapa de leitos, as Unidades de Terapia Intensiva  e de Enfermarias, se está ocupado, vago ou disponível.

 

“Cada UTI tem um perfil vocacional diferente. É por isso que o processo regulatório precisa existir, para que o médico regulador possa definir qual o melhor destino para cada caso, se for necessário internação. Caso não tenha pertinência, ele redefine outro espaço para que o paciente não fique sem ser assistido”, explica.