Profissionais da Atenção Básica e do ‘Mais Médicos’ participam de capacitação em Saúde Mental

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Por Kitéria Cordeiro

Nesta quinta-feira, 28, médicos que atuam na Atenção Básica de Saúde e no Programa “Mais Médicos” concluíram a terceira e última turma da Capacitação em Saúde Mental, no auditório da Fundação Estadual de Saúde (Funesa). Os debates tiveram como objetivo ampliar os conhecimentos na Assistência aos Pacientes com Sofrimento e Transtornos Mentais.

Com o tema “Atualização em Farmacologia e Manejo para Cuidado aos Usuários do Crack e outras Drogas, Sofrimentos e Transtornos Mentais para Médicos das Equipes de Saúde da Família (ESFs) de Sergipe”, as capacitações ocorreram ao longo do mês de julho envolvendo cerca de 60 médicos que atuam nos 75 municípios sergipanos.

Os encontros foram realizados por representantes do Ministério da Saúde (MS), Secretaria de Estado da Saúde (SES), Secretaria Municipal de Saúde de Aracaju (SMS) e Funesa. No último dia, os participantes debateram subtemas: “Os principais Transtornos Mentais”, “Os medicamentos Psicofármacos utilizados na Atenção Básica e nas Urgências Psiquiátricas”, “A Psicopatologia e a Esquizofrenia”.

“Essa conversa foi muito especial para atualizarmos o atendimento psicossocial que começa sempre na Atenção Básica. Convidamos gestores dos 75 municípios para que todos sejam contemplados com essa capacitação para atualização em psicopatologia, especialmente para os médicos que atuam nas Unidade de Saúde da capital e interior”, enfatizou Sony Petris, coordenadora da Atenção Psicossocial da SES.

O facilitador das três turmas foi o psiquiatra Alexandre Agacir Silveira, que atua nas redes Municipal, Estadual, nos Hospitais Psiquiátricos, Centros de Atenção Psicossocial (Caps) e Unidades de Atenção Básicas em Sergipe. “Precisamos fazer a ponte entre a Atenção Básica e a Atenção Psicossocial. Isso é fundamental na medicina. Os pacientes com transtornos mentais necessitam ser catalogados como ocorrem com os pacientes com outras doenças”, afirmou o psiquiatra.

Ainda segundo Alexandre Silveira, a esquizofrenia atinge cerca de 1% da população mundial. O uso de álcool no Brasil chega entre 10% e 15% nos adultos e todos os Transtornos Mentais podem chegar a 40% da população.

“O transtorno psiquiátrico nas mulheres aparece por volta dos 20 anos de idade. Já nos homens podem acometer entre os 12 e 15 anos. Por esse motivo, temos mais pacientes do sexo masculino. Já nas crianças, a doença pode estar associada ao autismo apresentando nos terceiro ano de vida, chegando até os 10 anos de idade. O paciente portador de esquizofrenia pode apresentar vários sintomas como: isolamento social, mudança de comportamento, alucinações auditivas e visuais, sensação de estar sendo vigiado, perseguido e confusão mental”, completou.

Para o diretor-geral da Funesa, Adriel Alcântara, “o programa “Mais Médicos” veio para enriquecer as Unidades de Saúde da capital e do interior”.

Para a psicóloga Paloma Sant’Ana, analista educacional da Funesa, “a atualização em Saúde Mental promoveu o aprimoramento dos profissionais médicos quanto ao Manejo Farmacológico em usuários portadores de Transtornos Mentais, identificando os aspectos de cuidado às pessoas que fazem uso abusivo de substâncias psicoativas na Atenção Básica”.

A médica cubana Iraís Fonseca Moreno, que trabalha há mais de dois anos no programa “Mais Médicos” no município de Nossa Senhora da Glória, disse estar satisfeita em participar pela primeira vez de uma capacitação sobre Saúde Mental.

“Por conta do grande número de pacientes com diagnóstico de transtornos mentais, essa atualização será muito importante para o trabalho diário. Sempre é importante aprofundar o assunto, uma vez que a cada dia cresce mais o número de pacientes. Atualmente estamos atendendo muitos jovens com indicação de transtornos de comportamento”, opinou a médica.