Prevenção e informação: estratégias de combate a pressão alta

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A professora Ana Claúdia Torres é uma das cerca de 50 milhões de pessoas que têm hipertensão no Brasil. Na manhã desta quarta-feira, 26, dia nacional de combate à hipertensão arterial, ela foi internada no Pronto Socorro do Hospital de Urgências de Sergipe (Huse) com sintomas da doença. “Cheguei aqui com muita dor de cabeça e tontura. Quando a enfermeira constatou minha pressão arterial, verificou que ela estava alta (15 por 10) tomei a medicação e precisei ficar internada para outros exames. Sou consciente de que faço muita coisa errada, mas recebi orientações do médico e vou procurar evitar, pois minha saúde está em primeiro lugar”, explicou.

A hipertensão é considerada uma doença silenciosa. A ausência de sintomas é o que atrapalha o diagnóstico. No Huse, hospital especializado em atendimentos de média e alta complexidade,entre janeiro e março deste ano, foram registrados 382 atendimentos a pessoas com sintomas de hipertensão. O combate à doença está relacionado à prevenção e informação. Obesidade, fumo, estresse, diabetes, bebidas alcoólicas, colesterol alto, gravidez, má alimentação, grande consumo de sal, sedentarismo entre outros, são os principais fatores de risco.

A hipertensão arterial provoca dor de cabeça ou dor na nuca, fraqueza e tonturas, dor no peito, sangramento no nariz, entre outros sintomas. Ela acontece quando a pressão arterial está acima do limite considerado normal, com máxima em 120 e mínima em 80 milímetros de mercúrio, mais conhecida como (12 por 8). Para que haja diagnóstico é preciso um acompanhamento constante, com aferição de pressão que pode ser feito nos postos de saúde. Se detectada e tratada, a hipertensão pode ser controlada por meio de dieta, atividade física e utilização de medicamentos.