Parada Cardíaca: Projeto Salve capacitará pessoas comuns a cerca do suporte básico de vida

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Luiza Sampaio

salve projeto banner - SAMUO que fazer se alguém sofrer uma parada cardiorrespiratória ao seu lado? Certamente, para a grande maioria das pessoas, a resposta será “chamar o socorro especializado”. É claro que, numa situação desse tipo, o atendimento médico é indispensável e deve ser acionando imediatamente. Mas, você sabia que com o reconhecimento precoce do mal súbito e o início imediato dos procedimentos para salvamento dessa vítima, as chances dela sobreviver (haver o retorno da circulação espontânea fora do hospital, tecnicamente falando) passam de 2% para um percentual que varia entre 50% e 75%?

Pois é! Uma diferença absurda e que chamou atenção de algumas entidades de saúde para uma necessidade básica, mas que pode ser crucial em casos como esse: o conhecimento da população com relação aos procedimentos de suporte básico de vida. Provocados por esse e outros dados preocupantes, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192 Sergipe), a Sociedade Médica de Sergipe (Somese), o Corpo de Bombeiros Militar e a Cooperativa dos Anestesiologistas de Sergipe (Coopanest-SE), em um trabalho de parceria, idealizaram o “Projeto Salve – Corrente de Assistência à Vida”.

“A ideia é orientar e capacitar a população para que possa identificar de maneira imediata uma parada cardiorrespiratória, iniciando as medidas de socorro até que uma equipe especializada chegue ao local”, explica o coordenador do Núcleo de Educação Permanente do Samu, Ronei Barbosa.

Na prática, o projeto visitará escolas, empresas, academias, espaços públicos, entre outros locais com aglomeração de público e transmitir esse conhecimento. “A nossa ambição é que, em qualquer lugar de Sergipe, se uma pessoa tiver uma parada cardíaca, possa ser socorrida imediatamente por quem estiver ao seu lado”, ressalta.

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É importante enfatizar que as palestras serão gratuitas, basta que o interessado entre em contato com alguma das entidades parceiras e solicite que a atividade seja realizada.

“A contrapartida é simples. Comprometer-se em replicar o treinamento para mais pessoas sejam capacitadas. Os idealizadores do projeto também aplicarão simulados para avaliar o nível de aprendizado e, num determinado momento, voltarão ao local para verificar se a multiplicação da informação realmente vem ocorrendo”, informa Ronei Barbosa.

O Salve pretende, ainda, incentivar que empresas maiores adquiram um Desfibrilador Externo Automático (DEA), pois a utilização dele aumenta – e muito – as chances de sobrevida do paciente.

“A capacitação vai ensinar o que fazer com e sem o aparelho disponível”, complementa. No Brasil, por mês, 800 pessoas sofrem paradas cardíacas. São 300 mil casos por ano e uma morte súbita a cada dois minutos. “Vários estudos já comprovaram que, se identificada e socorrida rapidamente, a vítima da parada cardíaca tem chances consideravelmente maiores de sobreviver, além de diminuir as sequelas que ela possa ter”, pontua.

Lançamento

O “Projeto Salve – Corrente de Assistência à Vida” será lançado, oficialmente, dia 01 de setembro, às 19h30, no auditório da Somese. Antes disso, neste próximo sábado, dia 27 de agosto, os idealizadores do projeto participarão do Dia Nacional de Reanimação Cardiopulmonar, no Shopping Riomar, das 10h às 22h.

O evento é organizado nacionalmente pelas Ligas Acadêmicas de Saúde, e acontece nas principais cidades de todas as regiões do país. Na ocasião, serão demonstrados os procedimentos de reconhecimento da parada cardíaca e as manobras de ressuscitação cardiopulmonar, esclarecendo a população sobre a importância da ação.