Paolo Zanotto elogia trabalho e destaca a SES, no Brasil, como modelo de combate ao Aedes

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Por Luiza Sampaio

paulo zanotiSergipe deu um passo importante para os estudos que envolvem o diagnóstico e a detecção da circulação do Zika Vírus no estado, avançando ainda mais na luta contra o mosquito Aedes aegyoti e as sérias consequências que ele vem causando. Desde ontem, 18, a análise das amostras coletadas de pacientes com suspeita da doença, antes realizadas do Instituo Evandro Chagas, no Pará, passaram a ser feitas no Laboratório Central, em Aracaju; novidade que dará celeridade ao processo e, consequentemente, aos resultados buscados.

Muito desse avanço se deve à qualidade dos profissionais e ao parque tecnológico disponível no estado, segundo avaliou o professor doutor Paolo Marinho de Andrade Zanotto, do Departamento de Microbiologia do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da Universidade de São Paulo (USP). Ele está em Sergipe, acompanhado do também professor Saulo Duarte Passos, pediatra da Faculdade de Medicina de Jundiaí, e de um grupo formado por cerca de 30 pessoas, com o intuito de aprimorar o trabalho que já vem sendo realizado na área.

No entanto, de acordo com Zanotto, a equipe se surpreendeu com o que encontrou no Estado. “Os profissionais estão muito bem preparados tecnicamente e os equipamentos do Lacen possuem tecnologia avançada, algumas até superior às que estamos acostumados, foi preciso se adaptar a eles. O cenário encontrado foi de comprometimento total”, parabenizou. O professor e pesquisador da USP destacou o entrosamento das equipes como um dos grandes pontos positivos observados em Sergipe, e que tem sido determinante para o sucesso das ações.

“É clara a organização a partir da logística de trabalho dos profissionais e do laboratório. Os pesquisadores saem a campo para fazer visitas domiciliares e conhecer as famílias com bebês microcefálicos, enquanto os entomologistas buscam a captura de mosquito nas áreas com maior incidência de pacientes com suspeita do vírus. Paralelamente, outro grupo realiza a sorologia das amostras que chegam neste momento das unidades de saúde, além das que já estavam no Lacen. Sem falar no acolhimento e regulação dada para mães e crianças”, ressaltou Zanotto.

Experiência

Por coincidência, os pesquisadores de São Paulo – que possuem renome internacional – chegaram a Sergipe na mesma semana em que os testes de diagnóstico do Zika foram iniciados no Lacen, o que permitirá uma troca de experiência ainda maior. “Há um sinergismo muito forte entre as equipes, e a gente percebe a grande capacidade de atuação do Estado. É uma somatória de competências”, afirmou, frisando que os pesquisadores sergipanos estão “dando conta do recado” e, certamente, servirão de exemplo para outras regiões.

O secretário da Saúde, José Sobral, ficou orgulhoso em ouvir a avaliação feita. “Sempre acreditei no trabalho do Lacen e dos profissionais que o formam. A Secretaria tem buscado promover ações de controle do vetor, vigilância e assistência aos pacientes, e isso passa pela atuação do Laboratório Central. Ter o reconhecimento de uma equipe renomada nacional e internacionalmente, só comprova que estamos no caminho certo para vencer essa luta”, declara o gestor estadual.