Núcleo Estadual de Segurança do Paciente atua para minimizar riscos

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Nesta segunda-feira, 1º de abril, o país celebra o Dia Nacional da Segurança do Paciente, data criada com o objetivo de conscientizar profissionais de saúde e do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS), gestores, órgãos governamentais, pacientes, educadores e a sociedade, da necessidade da implementação das práticas seguras dentro dos serviços de saúde. Em Sergipe, a Secretaria de Estado da saúde (SES) avança neste quesito com a criação do Núcleo Estadual de Segurança do Paciente e Controle de Infecções em Serviços de Saúde.

A criação do núcleo ocorreu em novembro de 2018, instituindo através da Portaria n° 235 o setor que tem a missão de conduzir essa política no Estado, alcançando hospitais públicos e privados. “Toda unidade hospitalar precisa ter Núcleo de Segurança do Paciente (NSP) de acordo com Portaria 529/ 2013 do Ministério da Saúde, que objetiva, a minimização de risco de o paciente sofrer algum evento adverso dentro do hospital e é nossa a responsabilidade monitorar esse cuidado”, informou a coordenadora do Núcleo Estadual de Segurança do Paciente e Controle de Infecção Relacionada à Assistência à Saúde, Nírley Marques de Castro Borges.

Segundo ela, os eventos adversos acontecem frequentemente nos hospitais e entre eles estão a queda, lesão por pressão (úlceras) e erro na administração de medicação, fatos que podem ser minimizados a partir da adesão pelas unidades hospitalares aos seis protocolos de segurança do paciente. “Quando os serviços normatizam as ações e os profissionais executam as tarefas repetidamente sempre da mesma forma fica mais fácil dos protocolos serem incorporados pois viram rotina, além de evitar que cada um faça de um jeito”, observou.

Nírley Borges avalia que o grande desafio dos núcleos é o de identificar os riscos que existem dentro dos hospitais, elaborar um plano de segurança do paciente para corrigir as fragilidades que existam e possam acarretar em evento adverso e implantar os protocolos. Segundo ela, os hospitais com UTIs já têm núcleos constituídos.

Informou a coordenadora que anualmente a Agência Nacional de Saúde (Anvisa) avalia os núcleos a partir da auto avaliação deles próprios, quando são analisados os protocolos e quais estão implantados, bem como os indicadores que eles monitoram. “Nós tivemos essa avaliação em 2018, mas apenas 60% dos hospitais participaram. Os demais não tinham os protocolos implantados e foram caracterizados como baixa adesão à política de segurança do paciente”, disse.

Protocolos

O Programa Nacional de Segurança do Paciente estabeleceu seis protocolos: o de identificação do Paciente, que preconiza que qualquer procedimento realizado no hospital com este paciente tem que ser checado com a identificação, que é feita através de pulseira que contém dois identificadores para que não haja troca de pacientes com homônimos. “Geralmente se usa o nome completo do internado e o da mãe, ou nome completo e a idade, por exemplo”, destacou.

O segundo protocolo é o de Prevenção de Queda, que visa proteger o paciente contra esse evento adverso que acontece com frequência nos hospitais. “Na admissão, o risco de queda do paciente deve ser avaliado e os profissionais de saúde, familiares e acompanhantes devem ser informados e orientados no cuidado a essa situação de risco”, disse, acrescentando o próximo protocolo: o de Prevenção de Úlcera por Pressão, que também é um evento que acontece muito nos hospitais, fato que precisa ser, ao menos, minimizado.

Há ainda os protocolos de Cirurgia Segura, que vêm para garantir que o paciente faça a operação correta, no paciente e local certos. Há um grande risco quando acirurgia ocorre em órgão pares, necessita que seja feita varias checagens da lateralidade evitando erros na cirurgia, além de prevenir que sejam esquecidos instrumentais dentro do paciente; de Uso, Prescrição e Administração de Medicamento, que garante que o paciente tome o medicamento que foi prescrito para ele; e o protocolo de Higienização das Mãos, que prevene as infecções hospitalares e é destinado principalmente aos profissionais de saúde, mas também dirigido a visitantes e ao próprio paciente.

Nírley Borges finaliza informando que o Núcleo Estadual de Segurança do Paciente está monitorando os Nucleos que já têm protocolo, os hospitais que ainda não têm NSP é feito um trabalho de sensibilização com os gestores e o NSP precisa ser instituído. “Estamos fazendo uma avaliação de todos os núcleos, ponto a ponto, com relação aos protocolos, a própria estruturação do núcleo, quanto às equipes e orientando como os trabalhos devem ser desenvolvidos. É importante ressaltar que é fundamental para os Núcleos de Segurança do Paciente o envolvimento da alta gestão, de todos os coordenadores de áreas, dos profissionais da assistência, e das áreas relacionadas ao cuidado, como por exemplo, o próprio pessoal da higienização. Todos têm participação na prevenção”, concluiu.

 

Foto : Flávia Pacheco ASCOM SES