Mães de prematuros: uma demonstração de carinho, amor e fé na Maternidade Nossa Senhora de Lourdes

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Por Júnior Matos

20160426_161644_resizedApós apresentar um quadro de sangramento no sexto mês de gestação, a estudante Rayzzianne dos Santos foi encaminhada à Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (MNSL). Após ser avaliada pelos profissionais, ela teve que ser submetida ao parto.

 

“Foi tudo muito rápido. Fui atendida e examinada pela equipe da MNSL. Logo em seguida, meu filho nasceu.  Como ele estava abaixo do peso, precisou iniciar o tratamento na Unidade de Terapia Intensiva neonatal (UTIN), onde passou 13 dias. Agora, meu bebê está assistido pelo método canguru. Estamos nos conhecendo e nos amando cada vez mais”, revela Rayzziane.

 

As mães de UTIN, como são conhecidas, enfrentam uma verdadeira batalha para acompanhar o crescimento dos filhos prematuros. Nessas horas, a preocupação com a beleza sai de cena e entra a vontade de viver a qualquer custo. Essas são histórias de dedicação, fé e muito amor.

 

Para Jauldenice dos Santos cada ganho peso do filho é uma vitória. O pequeno saiu direto do parto para Unidade de Tratamento Intensivo Neonatal. No setor, ela recorda os piores e os melhores dias da sua vida. Foi lá onde ela viu, pela primeira vez, o seu desejado filho, mesmo que dentro da incubadora.

 

“Foi naquele local onde ela pegou nele pela primeira vez, apesar dele estar preso a uma sonda que limitava a movimentação e, também, ali na UTIN, foi onde trocou a fralda e a roupa dele pela primeira vez, ainda que contasse com a ajuda de enfermeiras”, conta Jauldenice.

 

De acordo com a gerente da UTIN, Monique Daniela Cabaral. O sentimento de querer estar ao lado do filho é fundamental para vencer esta etapa. “Na maior parte dos, a vinda dos bebês à UTIN não era esperada pelas mães, mesmo cientes das dificuldades na gestação. Essa experiência aflora, ainda mais, o sentimento de humanidade das mães”, ressalta.

 

Rotina Hospitalar

 

Ainda de acordo com Jauldecine, as mamães assistidas pela MNSL têm que encarar uma dura rotina hospitalar logo após o parto. Um dos momentos mais difíceis de suas vidas: sair do hospital e não poder levar o bebê pra casa.

 

“O quartinho dele está todo pronto, em casa. Para mim, é muito difícil perceber que ele ainda está vazio. Mas, o pior ainda para mim, o barulho do apito do monitor de frequência ou lembrar da sensação da luz vermelha do oxímetro “, relembra, emocionada. ”

 

Apesar das dificuldades essas mamães não perdem a fé. “A cada avanço por menor que seja. A cada ganho de peso, a cada alimentação feita por com sucesso. Isso para mim é motivo para celebrar. Tenho fé que em poucos dias ele terá alta médica e voltará para os meus braços. Sonho com isso todos os dias”, complementa Jauldenice.

 

A mesma sensação é compartilhada pela Rayzziane. “Apesar de estar com meu filho no braço no método Canguru, sonho com o dia em que vou poder levá-lo para casa. Em que vou mostrar para ele o quartinho e provar o quanto ele foi esperado e desejado”, finaliza Rayzziane dos Santos.