Huse investiga golpe de suposto servidor contra famílias de pacientes internados

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Por Katiane Menezes | Foto: Ricardo Pinho

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Fragilizados pela internação de parentes e com o desejo de ter o seu procedimento médico realizado de imediato, famílias caem em golpes que voltam a acontecer no Hospital de Urgências de Sergipe (Huse). Denúncias vieram à tona depois que quatro famílias com pacientes internados no hospital receberam telefonemas de pessoas que se identificam como servidores, médicos ou enfermeiros, dizendo que usuário internado na UTI está grave e necessita urgente de um exame ou procedimento cirúrgico.

 

O golpe acontecia da seguinte forma: as vítimas recebiam a ligação do suposto servidor e eram pressionadas a pagar por exames. As vítimas, aflitas por causa do paciente, realizavam o depósito que variavam entre R$ 800 a R$ 1.500, com a finalidade de salvar a vida do familiar internado.

 

Uma das famílias percebeu o golpe e denunciou a cobrança à direção do hospital, que já acionou a justiça para apurar o caso. De acordo com o diretor clínico do Huse, Marcos Kroger, algumas famílias desavisadas e muitas vezes aflitas pelo estado do paciente acabam fazendo o depósito.

 

“Essa semana tivemos quatro casos aqui e encaminhamos para a Ouvidoria do Huse e para a delegacia para investigar e chegar aos autores. Isso é um ato que fere a dignidade humana porque pega a família em um momento de fragilidade. O criminoso consegue pegar os dados do paciente, liga, fala sempre da gravidade, a família desesperada pensando que vai ajudar, faz o depósito. Elas acabam sendo lesadas, perdendo recursos que na maioria das vezes já são escassos em nome de um desespero”, explicou.

 

O serviço mais procurado para o golpe é o da UTI, UTQ e Centro Cirúrgico, locais onde o paciente é muito fragilizado. Essa não é a primeira vez que casos como esses acontecem no hospital.

 

“Os serviços do Huse são totalmente gratuitos e realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A investigação já começou e estamos interessados em saber se essas informações saem daqui do hospital e quem as fornece. Já entregamos o caso para a 8ª Delegacia Metropolitana, que já investigação”, explica Lycia Diniz, superintendente do Huse.

 

A gestora faz um alerta para as famílias dos pacientes que estão internados na unidade.

 

“O Huse é um hospital público e seus serviços são gratuitos. Quem está cobrando não é funcionário do hospital, quem está cobrando não é a gestão do hospital. Tem alguém usando de má-fé com os familiares aproveitando o momento do paciente internado. Estamos rigorosos na investigação para punir os culpados”, declarou.