Hemose reforça cuidados para pessoa com Hemofilia

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Nesta sexta-feira, 17 de abril, data que é celebrado o Dia Mundial da Hemofilia, doença genética hereditária que impede a coagulação do sangue, o Centro de Hemoterapia de Sergipe (Hemose) destaca a importância do tratamento preventivo da patologia, através da profilaxia e os cuidados adotados por conta da pandemia do coronavírus.
De acordo com a assessora técnica do Hemocentro, a médica oncohematologista Lourdes Alice Marinho, os profissionais da equipe multiprofissional trabalham para o bem estar e qualidade de vida dos pacientes assistidos na unidade.  Ela relatou que diante da necessidade de evitar aglomerações na sala de espera do ambulatório, os serviços eletivos passaram a ser agendados e a infusão de fatores de coagulação permanece sob demanda livre.
“O tratamento para pessoa portadora de hemofilia cumpre um protocolo do Ministério da Saúde. Em alguns casos o paciente que faz uso de fator de coagulação no Hemose e tem outros que fazem uso profilático (preventivo) do fator através da autoinfusão domiciliar. Agora, por causa da pandemia,  a dispensação da medicação é feita para um período de dois meses”, informou Marinho.
O paciente que precisa comparecer ao hemocentro para receber a infusão o procedimento cumpre as regras sanitárias para prevenção do Covid-19. Nesse caso, quando a pessoa  apresenta tosse, coriza, febre, obstrução nasal, dor muscular, dor de cabeça, dificuldade de respirar é orientado a ir para a rede básica, podendo as infusões serem realizadas a nível domiciliar ou na UBS mais próxima.
Para os pais dos pacientes, Antônio Miguel Batista de Jesus Matos e Inácio Miguel Santos Dias, o cuidado e carinho com os filhos faz a diferença no tratamento. Os bebês de menos de dois anos de idades, realizam o acompanhamento com médico pediatra e a reposição do fator de coagulação. “Por causa desse coronavírus a preocupação da gente como mãe aumenta, mas aqui no Hemose recebemos todas as orientações”, comentaram as mães Clecia Batista de Jesus e Rafaela Santos de Souza.
Informação
Uma iniciativa da Federação Brasileira de Hemofilia em parceria com a Roche Farme do Brasil disponibilizou para os hemocentros uma série com entrevistas sobre os cuidados que a pessoa com hemofilia deve adotar durante ao enfrentamento ao Covid-19. A cada episódio,  especialistas nas área de hematologia, infectologia, coagulopatias, prestam informações sobre o coronavírus e a hemofilia. https://soundcloud.com/user-274784412/sets/hemofilia-e-covid-19.
Enfermidade
O serviço ambulatorial do Hemocentro de Sergipe possui um cadastro com cerca de 400 pacientes cadastrados para tratamento de coagulopatias e hemoglobinopatias.  Eles são acompanhados por equipe multidisciplinar composta por médicos, pediatra, dentista, fisioterapeuta, psicólogo, farmacêutico, assistente social, dentre outros. Deste total, mais de 100 usuários, são portadores de Hemofilia Tipo A e B e Von Willebrand. A hemofilia é uma doença que provoca sangramentos por mais tempo. Um simples corte pode ocasionar uma hemorragia interna no portador de hemofilia e causar sérias complicações se não for tratada adequadamente. O diagnóstico é feito por meio de exame de sangue realizado em laboratório de análises clínicas, que mede a dosagem do nível de fatores de coagulação do sangue.