Hemose: Doação de sangue prioriza segurança do doador e do paciente receptor

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Por Rosângela Cruz

 

Durante a doação são coletadas amostras de sangue para realização de testes sorológicos

 

Ao procurar o Centro de Hemoterapia de Sergipe (Hemose) para ser um doador de sangue, o voluntário precisa atender critérios básicos e cumprir etapas (como cadastro, pré-triagem e triagem clínica) até que seja liberado para efetivar a coleta de sangue. Os serviços de coleta, de processamento e de distribuição de sangue cumprem normas técnicas regulamentadas pela Coordenação Geral de Sangue e Hemocomponentes do Ministério da Saúde (MS) e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

 

De acordo com a gerente de Coleta do Hemose, a enfermeira Florita Aquino, todas as etapas que antecedem o ato da doação têm como finalidade garantir a segurança do doador e do receptor. Dentre os requisitos necessários que visam proteger a saúde do doador, é preciso ter entre 16 a 69 anos, ter o peso proporcional a altura, ou seja, acima de 50 kg e deve estar se sentindo bem.

 

“O candidato a doador deve ter ciência que o receptor de seu sangue ou de componentes será uma pessoa fragilizada por alguma enfermidade. Por isso o doador potencial deve desde a véspera ou no mínimo quatro horas antes da doação, evitar comer alimentos gordurosos e ingerir bebidas alcoólicas, porque pode interferir nos testes de triagem”, ressalta.

 

Segundo a gerente, na pré-triagem é feita a aferição da pressão arterial e o nível de ferro no sangue. Este último, através do teste do hematócrito, utilizado para avaliar o estado de saúde do voluntário.

 

“A pessoa chega ao hemocentro  sensibilizada para ajudar um familiar ou um amigo que necessita de transfusão sanguínea, sem saber que a sua saúde também necessita de cuidados básicos. Por isso, a doação é autorizada após a confirmação que essa pessoa está em bom estado de saúde para doar”, confirma.

 

Já na triagem clínica, o candidato a doação passa uma entrevista pessoal, sigilosa, que segue um formulário padronizado, utilizado em todos os hemocentros do Brasil. O documento consta perguntas relacionadas aos hábitos e estilo de vida do voluntário.

 

“Essa é uma etapa delicada. É necessário que o doador responda as perguntas sem omitir qualquer informação. Muitas vezes observamos certo desconforto em comentar questões intimas e, nesses momentos, os profissionais que realizam a entrevista destacam a importância da sinceridade nas respostas”, frisa Florita.

 

Para finalizar a enfermeira confirma que a triagem clínica junto com os testes sorológicas são instrumentos utilizadas para evitar a transmissão de doenças para o receptor, a exemplo das hepatites dos tipos, B,C, HIV, doença de chagas dentre outras.

 

“O serviço tem por objetivo permitir que a doação de sangue seja feita com segurança para o doador e reduzir os riscos de infecção nos pacientes que recebem transfusões de sangue ou seus componentes”, conclui a gerente de Coleta, do Hemocentro de Sergipe.

 

 

Serviço

 

O Hemose espera por você à avenida Tancredo Neves, vizinho ao Hospital de Urgências de Sergipe (Huse). A coleta de sangue funciona diariamente de segunda à sexta-feira, das 7h30 às 17h. Mais informações pelos telefones: (79)3225-8000, 3225-8039 e 3259-3174.