Fórum debate atenção à saúde da mulher no auditório do Huse

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“Seja flor o ano inteiro”, esse foi o tema do II Fórum de Atenção à Saúde da Mulher, que foi realizado nesta sexta-feira, 25 de outubro, no auditório do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse). O objetivo do evento foi capacitar os profissionais da enfermagem sobre assuntos que se configuram ao cuidado à saúde da mulher, aproveitando o mês dedicado a prevenção do câncer de mama (Outubro Rosa). O evento foi organizado pela Comissão Técnica de Saúde da Mulher do Coren-SE, em parceria com a Fundação Hospitalar de Saúde (FHS).

Palestras, debates, troca de experiências e muito conhecimento para uma assistência humanizada e qualificada fizeram parte da programação elaborada para os profissionais de enfermagem e estudantes da área que compareceram ao evento. De acordo com a conselheira e diretora do departamento de Cursos e Aprimoramentos do Coren-SE, Eline Alves, a segunda edição do Fórum possui o intuito de promover melhorias na assistência à mulher, bem como, valorizar os profissionais de enfermagem através de ações educativas. “Abordamos assuntos referentes a saúde da mulher, não apenas a questão de procriar, câncer de ama ou de útero, apesar de ser alusivo ao Outubro Rosa, a gente vê a questão da mulher como um todo, por isso abrangemos muita coisa relacionado a políticas públicas de saúde da mulher. Capacitando os profissionais e estudantes para melhorar a qualidade da assistência e a forma de tratar o paciente”, explicou Eline Alves.

O II Fórum foi aberto com a apresentação do coral da Associação de Apoio ao Adulto com Câncer do Estado de Sergipe (AAACASE) que mostrou um repertório variado animando a todos no auditório. A primeira palestra ficou por conta da promotora de justiça Euza Missano, diretora do Centro de Apoio Operacional dos Direitos da Mulher (CAOp Mulher). Ela falou sobre Políticas públicas para o enfrentamento à violência de gênero. “É uma alegria participar desse evento que é feito com tanto carinho e dedicado ao serviço de enfermagem. Falamos sobre as politicas públicas adotadas e quais os caminhos encontradas pelo Estado para fazer o acolhimento não só na área da saúde. Foi debatido também, sobre a violência contra a mulher e questões que afetam diretamente o serviço, mas em especial nesse mês que a gente chama atenção para a questão relacionada a saúde da mulher, o MP vem numa luta crescente principalmente com relação aos colegas da saúde pública e privada através da promotoria do consumidor que vem traçando medidas para criar caminhos específicos de atendimento e assistência a mulher, não só na área da saúde como também da segurança pública”, enfatizou a promotora.

Depois foia a vez de uma mesa redonda para debater as políticas públicas de saúde da mulher. A deputada estadual e enfermeira Goretti Reis, destacou a questão da integralidade. “A gente vê que dentro desse contexto quando se fala de política pública, apesar de ter normatização pelo próprio Ministério da Saúde de todas as ações e programas que são desenvolvidos enquanto política pública mas o que a gente quer resgatar dentro dos trabalhadores da enfermagem é principalmente o olhar humano, o olhar da integralidade pela questão da interdisciplinaridade e de como a gente pode ver não só a questão específica, se você vai examinar só a mama, só o útero, só olhar a questão da gestação, mas o todo de como é dentro do contexto social, politico, econômico, o que repercute diretamente dentro da saúde dessa mulher. Quando a gente passar a ter esse olhar de integralidade dentro do contexto social, cultural e de valores, a agente vai mudar nossa forma de atuação para que possa perceber outros fatores que estão agregados dentro da questão familiar que repercute diretamente dentro da saúde da mulher”, esclareceu a deputada.

O depoimento de uma paciente que continua em tratamento há dez anos na Oncologia do Huse, levou muitos participantes a reflexão durante o evento. “Eu falei sobre o meu tratamento e de como enfrento a doença e convivo com a dor. Hoje eu tenho metástase óssea e o médico quando iniciei o tratamento para o câncer me deu apenas 4 meses de vida e já tenho dez anos em tratamento e desses cinco eu convivo com metástase e vivo muito bem. Quando doí, eu olho para dentro de mim e chamo pelo espírito chamado Deus e convivo com a dor perfeitamente, o importante é que quando acordo abro os olhos, ponho o meu melhor salto e saiu. O evento é muito importante para a gente entender como está o tratamento de câncer no Estado e as melhorias e metas traçadas para qualificar o tratamento, então, hoje estou aqui para dar o meu testemunho de vida e dizer que fiz meu tratamento no Huse e não me faltou nada”, pontuou a paciente Hortência Batista, 48.

A tarde o evento continuou com as palestras: Sexualidade na gestação e no puerpério: o que muda?, Construindo serviço de saúde seguro para indivíduos trans, homossexuais e intersexo, além de Enfermagem e exame físico em vítimas de violência sexual.