Follow up da Maternidade Nossa Senhora de Lourdes já realizou 9.160 atendimentos este ano

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Por Morgana Barbosa

 

Os recém nascidos promovem grandes transformações na rotina, especialmente, dos pais. As novas prioridades exigem disciplina, paciência e muita dedicação. Esse ‘combo’, já bem previsível, chega repleto de grandes expectativas e alegria, mas existem algumas famílias que se veem diante de desafios inesperados. No Ambulatório de Follow up da Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (MNSL), muitas histórias de superação e determinação se encontram.

 

“Quando vi tão pequenininha, não tive tanta esperança de que ela ficasse bem”. Esse foi o depoimento concedido por Maria Eugênia dos Santos, 23, do município de Simão Dias. Há dois meses, ela se desloca periodicamente até o Follow up para dar continuidade ao tratamento da sua filha Lorena, que nasceu prematuramente na “Lourdinha”, com apenas 1,100 kg.

 

Depois de 21 dias de internação na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (Utin), o acompanhamento passou a ser realizado na Unidade de Cuidados Intermediários Canguru (Ucinca) e em seguida, já com o quadro estabilizado, começaram a frequentar o ambulatório de Follow up.

 

“Tive o apoio da equipe da MNSL e agora, aqui no Follow up, temos um acompanhamento completo, coisa que de forma particular eu não teria condições de manter. Hoje, já notamos a evolução. Minha filha está aumentando de peso e tudo transcorrendo bem”, revelou a mamãe de primeira viagem.

 

O espaço dedicado à assistência aos prematuros nascidos na Nossa Senhora de Lourdes também atende outros casos específicos. “O ambulatório seria direcionado apenas aos prematuros, porém a demanda que se tem hoje na ‘Lourdinha’ de pacientes crônicos, sindrômicos, inclusive as síndromes relacionadas ao Zika vírus, faz com que concedamos atenção especializada também para esses bebês”, explicou a gerente do ambulatório de retorno, Magda Dória.

 

“Entre os meses de janeiro e setembro deste ano realizamos o total de 9.160 atendimentos. Somente as consultas para fisioterapia somaram 2.259 atendimentos e as consultas de neonatologia chegaram a 2.663. Já as consultas da neuropediatria chegaram a 508. Na enfermaria foram 1.347 atendimentos  e o serviço social registrou 1.082”, revelou a coordenadora do complexo neonatal da MNSL, Thereza Azevedo.

 

No local, os bebês recebem a atenção especializada de que necessitam. Esse cuidado é realizado por meio de uma equipe multiprofissional composta por médicos, fisioterapeutas, enfermeiros, assistente social e muitos outros profissionais que trabalham de forma integrada e humanizada, pelo desenvolvimento de cada bebê, até que completem dois anos de idade.

 

Transporte

 

O ambulatório atende pacientes que residem em todo o território sergipano. “Para que o tratamento tenha continuidade, as famílias dependem do auxílio dos seus municípios, que são os responsáveis pela disponibilização do transporte. Entre os desafios que enfrentamos para alcançar os resultados desejados com os bebês, está a continuidade do tratamento. Percebemos que algumas pessoas não comparecem as consultas em virtude das dificuldades para o deslocamento, que é de responsabilidade dos municípios”, destacou Thereza Azevedo.