Em um ano, Sergipe registra redução nos casos de dengue e microcefalia

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Em 2016 Sergipe registrou menos casos de dengue se comparado ao ano anterior. É o que mostra o Boletim Epidemiológico divulgado pelo Núcleo Estratégico da Secretaria de Estado da Saúde. Segundo as informações, em 2015 foram registrados 9153 casos já em 2016 o índice caiu para 3449, uma redução de mais de 63%. Na mesma proporção, também diminuiu a quantidade de pessoas hospitalizadas em decorrência da doença: de 250 em 2015 para 95 em 2016. O número de mortes por dengue caiu de 7 para 1 no período de um ano.

Para a coordenadora do Núcleo Estratégico da SES, Eliane Nascimento, o principal fator da diminuição é o trabalho de monitoramento da situação epidemiológica e das visitas aos imóveis visando a eliminação de focos do mosquito Aedes aegypti. “A redução dos casos pode ter ocorrido em função da diminuição de casos susceptíveis devido à grande circulação desses vírus em 2015 e início de 2016, porém temos um trabalho muito intensivo no monitoramento e orientação junto aos municípios e de parceria junto a outros órgãos, para que possamos reduzir os focos do mosquito. Só assim conseguiremos o controle dessas doenças”

O mesmo Boletim também destacou os casos de zika vírus e chikungunya em Sergipe. De acordo com o relatório, o estado registrou 221 casos de zika somente em 2016, um aumento de mais de 50% dos casos se comparado ao ano anterior. Conforme informado no Boletim, a circulação do vírus Zika, provavelmente, ocorreu no estado desde o início de 2015, quando houve uma epidemia de doença exantemática inespecífica, mas o isolamento só aconteceu no inicio de 2016, o que fez com que os profissionais ficassem alerta para os sintomas de Zika e consequentemente as notificações aumentassem. Apesar do aumento, Eliane Nascimento destaca que a Secretaria de Estado da Saúde, trabalhou intensamente na conscientização junto à população, capacitação de profissionais e implantou a Sala Estadual de Situação que envolveu diversos parceiros institucionais, objetivando intensificar as ações de controle em todo estado e monitorar semanalmente a situação.

Também transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, a chikungunya tem sintomas semelhantes ao da dengue como dores no corpo, mal-estar, febre, dores de cabeça, além de inchaço e vermelhidão em regiões localizadas da pele. Em Sergipe, somente em 2016 foram mais de 8300 casos prováveis da doença, com 22 pessoas hospitalizadas em decorrência da doença. O mesmo Boletim também registrou uma diminuição de 100% nos casos de microcefalia em recém-nascidos entre 2015 e 2016. O índice caiu de 180 casos da doença para 90 casos.

De acordo com a coordenadora do Nest, a diminuição dessas doenças é um fator que exige tempo e muita conscientização da população. Para o controle das arboviroses é preciso manter a intensificação do controle do vetor, em especial devido as nossas condições climáticas e ambientais favoráveis a sua proliferação. Sendo assim, é necessário o envolvimento de todos.

Confira o boletim completo no link: Boletim Epidemiológico nº 4 – ARBOVIROSES EM SERGIPE 2015-2016