Captação de múltiplos órgãos é realizada no Huse

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Um acidente motociclístico vitimou no último domingo, 4, um jovem de 22 anos, que foi encaminhado para a Área Vermelha do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse) com diagnóstico de traumatismo crânio encefálico grave (TCE). O paciente foi a óbito e a família autorizou que fosse realizado a captação de órgãos, para que outras vidas pudessem ser salvas. Todo o procedimento de captação foi realizado no Huse.

Depois que a morte encefálica do paciente foi diagnosticada através dos exames solicitados pelos médicos clínico e neurologista, a Organização a Procura de Órgãos de Sergipe (OPO) e Central de Transplantes, dois setores instalados no Huse, realizaram a captação do coração, fígado, rins e córneas da vítima. De imediato, o centro cirúrgico do hospital foi mobilizado para a preparação da sala com antecedência.

Foi de grande importância essa doação, pois, ajudou a salvar outras vidas. A família foi muito feliz em autorizar a captação. As pessoas deveriam se conscientizar disso e sendo viável, todos deveriam doar. Ajudaria a reduzir o tempo de espera por um órgão, além de salvar vidas”, ressaltou o enfermeiro e gerente da Área Vermelha do Huse, Luciano Lopes.

O coração foi encaminhado para a um paciente em Brasília, o fígado foi destinado a uma pessoa no Ceará, os rins foram encaminhados para transplante em Recife e as córneas serão transplantadas em um sergipano.

O coordenador da Central de Notificação, Captação e Distribuição Órgãos (CNCDO/SE), Benito Fernandez, explica a importância de todos os profissionais estarem envolvidos no processo de captação e doação de órgãos. “A equipe de profissionais que participaram de mais essa captação, direta ou indiretamente está de parabéns. É muito importante que todos estejam unidos nesse processo de captação e doação de órgãos. O sentimento de perda para os profissionais também é grande, mas ele tem de saber que através desse paciente, outros serão salvos”, ressaltou.

Protocolo

De acordo com os protocolos definidos pela Resolução 1480/97, do Conselho Federal de Medicina (CFM), são realizados os exames clínicos e complementares para fechar o diagnóstico de morte cerebral em pacientes que sejam potenciais doadores de órgãos.

O hospital, independentemente de dispor ou não de Comissão Intrahospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT), deve promover os dois exames clínicos, um deles realizado por um neurologista, e o exame complementar – eletroencefalograma (EECG), Doppler transcraniano ou angiografia cerebral –, a fim de se confirmar o diagnóstico.

A mobilização de todos os segmentos da sociedade e dos profissionais da saúde para realizar o diagnóstico, além da autorização do familiar, são ações imprescindíveis para o êxito da captação de órgãos para transplantes.