Ainda com redução de remessa, Sergipe recebe novas doses de soros e vacinas

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Após último pedido mensal de soros e vacinas feito pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) ao Ministério da Saúde (MS), 100 ampolas de soro antitetânico e mais 30 mil doses de vacina antitetânica, entre outros tipos, chegaram em Sergipe e estarão sendo disponibilizadas à população. Em função do panorama nacional de desabastecimento ou produção parcial de soros, tipos de imunidade usados em casos de suspeita de doenças ou quando há indícios de falhas no esquema de vacinação de um paciente, o quantitativo geral de soros enviado pelo MS ainda é reduzido, porém apto a suprir as demandas emergenciais que possam surgir no Estado, segundo a enfermeira da Central Estadual de Armazenamento e Distribuição dos Imunobiológicos (Ceadi), da SES, Ana Beatriz Lira.

“Informações do Governo Federal apontam para problemas relacionados à produção laboratorial desses imunobiológicos. A última remessa de soros e vacinas chegou na última sexta-feira, 22, sendo que as vacinas já começaram a ser enviadas para as regionais de saúde de Propriá, Lagarto e Itabaiana. Em virtude do quantitativo reduzido de soros, todas as doses estarão sendo enviadas para o Hospital de Urgência de Sergipe [Huse] que, por sua vez, poderá disponibilizar para algum hospital regional que venha a precisar do produto. As Unidades Básicas de Saúde [UBS], por sua vez, também são avisadas sobre a concentração de soros no Huse, a fim de que estejam cientes dos fluxos estabelecidos para garantir a maior resolutividade possível dos casos”, garantiu a enfermeira.

Segundo a enfermeira do Ceadi, com essa logística o Governo de Sergipe, através da SES, mantém a estratégia capaz de garantir a cobertura das unidades hospitalares inseridas na Rede Estadual de Saúde. “Além da vacina antitetânica, a Ceadi solicita ao Ministério da Saúde, em média, outros 30 tipos de vacina, entre elas a BCG, varicela (catapora), poliomelite e contra HPV. Cada tipo de vacina chega em quantidade específica e entre as que apresentam maior volume está a vacina contra Hepatite B”, acrescentou Lira.

A problemática nacional do desabastecimento ou da produção parcial de soros para os estados brasileiros perdura há mais de um ano. Em Sergipe, os soros antitetânicos, por exemplo, constavam de 1.500 doses mensais, número esse que foi reduzido para 0,8% após o início da crise de desabastecimento por parte do MS. Além dos antitetânicos, os problemas provenientes do desabastecimento também afetam a disponibilização de alguns soros antiveneno. Em caso de ausência no estoque e necessidade de um dado paciente, a Ceadi pode solicitar ao Ministério, através de relatório médico que justifique a necessidade do soro. Cada hospital ainda pode efetuar a compra de um soro fora dos trâmites que envolvem o MS. Este, por sua vez, pode recorrer a algum Estado brasileiro que tenha soro em estoque, a fim de agilizar o envio do imunobiológico para a localidade que esteja necessitando.