Método Canguru oferece esperança e segurança a pacientes da MNSL

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O Método Canguru vem despertando a sensibilidade de muitas pessoas que passam pela Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (MNSL). Uma delas é a parturiente Camila Santos, de 28 anos, internada na ala verde. Ela se encontra na MNSL há 12 dias, com seu filho João Lucas e contou a rotina na maternidade, durante esse momento de pandemia, registrando todos os acontecimentos em um caderno.

João Lucas nasceu no dia 4 de julho, prematuro de 33 semanas, com 39 cm, e 1,648kg. “Nas minhas contas seria de 31 semanas, mas tive o parto prematuro ocasionado de uma placenta que foi deslocada e estamos aqui nessa fase gostosa do método canguru. Deus me fez passar por isso, meu bebê está na sonda, mas já está mamando”, disse Camila. Observando que, hoje, João está com 1,788kg, mais ainda permanece na sonda por causa da transição. Estamos tendo acompanhamento pediátrico para o método que desenvolve o bebê através do contato pele a pele”, disse.

Camila contou que essa foi sua primeira gestação. “Minha bolsa não rompeu, tive dois dias de contração e no terceiro dia sofri um sangramento. Então, depois disso, eu vim para a maternidade, onde fiz  uso de corticóide durante dois dias para o amadurecimento do pulmão do bebê, e os médicos tentaram inibir o parto para ver se conseguíamos 34 semanas mas não deu. Fiquei 3 dias sem dor e sem sangramento e ai no sábado, dia 04, veio tudo, a dor e o sangramento, quando fizeram o exame de toque eu estava com 7cm de dilatação porém meu bebê estava pélvico que é quando o bebê está atravessado na barriga e foi necessário uma cesárea”, observou Camila.

Perfeito – Ela classificou o Canguru, como um método perfeito para mãe se aproximar mais do bebê. “Essa fase do método canguru é muito gostosa e promove aproximação de pais e filho.  Por esse motivo, não devemos nos apegar aos dias que estamos aqui e sim deixar as coisas acontecerem naturalmente, cada coisa de uma vez, já está todo mundo em casa. Aqui na instituição temos todos os cuidados necessários. Tudo é muito bem higienizado e as meninas toda hora estão fazendo higienização no quarto, no corredor, no banheiro. A alimentação meia hora antes já está no local”, observou Camila.

“A parte mais complicada é o distanciamento da família, e não falo como esposa, falo principalmente a distância do pai com o filho, mesmo sendo pai não pode fazer visita, mesmo com toda a proteção e cuidado pode ser ruim, a nossa sorte é essa tecnologia de poder fazer chamada de vídeo para tentar manter essa aproximação, ouvir a voz do pai, mas a gente sabe que o interessante seria os pais poderem participar dessa fase e por conta da pandemia estamos tendo essa privatização”, concluiu Camila.

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