Pacientes oncológicos do Huse contam com atendimento odontológico

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A dona de casa, Márcia Lima, 40, fez a sua primeira consulta no serviço de odontologia oncológica do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse) nesta quinta- feira, 16. Há seis meses em tratamento contra um câncer nasal, a médica da unidade a encaminhou para iniciar o tratamento odontológico. “É importante ter esse cuidado com a gente, principalmente para quem passa por uma doença como essa. Como o meu câncer é nasal e já iniciei a quimioterapia, a médica achou melhor fazer o acompanhamento odontológico também”, explicou a paciente.

O Serviço de Odontologia Oncológica do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), unidade gerenciada pelo governo do Estado, através da Secretaria de Estado da Saúde (SES),divulgou a sua produtividade referente ao ano de 2019. Foram contabilizados no período de janeiro a dezembro, 2.628 procedimentos tanto de pacientes da radioterapia e quimioterapia, como pacientes oncológicos em geral, sejam eles adulto ou infantil, além da assistência aos que estão internados nas enfermarias F e G. Vale ressaltar que no mesmo período, foram realizados 2.053 novos atendimentos a pacientes oncológicos que necessitavam de tratamento odontológico.

O tratamento realizado é um apoio aos oncologistas no tratamento de radioterapia em pacientes de cabeça e pescoço e nos pacientes que estão fazendo as sessões de quimioterapia. As patologias que mais são indicadas são as de tumor de mama, próstata e as doenças hematológicas (linfomas, leucemias, aplasias de medula) são as mais afetadas com o efeito da quimioterapia e que são encaminhadas para o tratamento odontológico. Foram 1.692 atendimentos a pacientes do sexo masculino e 1.543 atendimentos a pacientes do sexo feminino.

De acordo com a Referência Técnica do Ambulatório Odontológico da Oncologia do Huse, Elaci Cardoso, a prevenção e o cuidado quanto às reações provocadas pelo tratamento oncológico, garantem mais qualidade de vida aos pacientes que lutam contra o câncer. “A gente faz o tratamento preparando a boca e tirando todos os focos dentários e algum dente que possa manifestar repercussão durante o tratamento. Orientamos, também, sobre a importância de uma higiene oral bem rigorosa, já que alguns desenvolvem a mucosite pelo efeito da quimioterapia nas células normais, principalmente das células da boca que tem uma multiplicação celular acelerada”, explicou.

Foto: Valter Sobrinho

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