SES explica o que fazer em caso de picada de escorpião

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Verão: clima úmido e quente, ideal para a proliferação de escorpiões, período que exige maior cuidado e atenção, principalmente com entulhos e insetos. Para se ter uma ideia, no ano passado (2019), foram registrados pelo Centro de Informação e Investigação Toxicológica (Ciatox) do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), gerenciado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), 1.162 casos de pessoas picadas por escorpião. Já nos primeiros quinze dias desse ano (2020), 21 pessoas já foram atendidas no Pronto Socorro do hospital, vítimas do animal peçonhento.

De acordo com o gerente do Ciatox Sergipe, João Francisco dos Santos, a precisão no diagnóstico é fundamental para um tratamento bem sucedido e explica o que fazer caso a pessoa seja picada pelo escorpião. “É ideal que o animal seja capturado e levado em um frasco para que o médico veja qual o procedimento adequado, isso ajuda na precisão do diagnóstico. Vale lembrar que em qualquer ocasião por intoxicação, a vítima deve procurar o hospital mais próximo para atendimento e precisão no diagnóstico, ou entrar em contato gratuitamente com o Ciatox pelo telefone 0800-722-6001 para qualquer orientação”, orientou.

Algumas medidas preventivas devem ser adotadas para evitar que o animal se esconda, dentre elas os entulhos, limpeza constante do jardim e da casa, tronco de árvore seco, telhas, ralos de banheiro, fresta de portas e aos alimentos deles que são os insetos. É importante a dedetização visando eliminar o alimento do escorpião já que a dedetização para o escorpião em si não tem muita eficácia.

Outra questão importante é estar atento aos sintomas como dor local, dor abdominal, salivação excessiva, vômito, aumento da pressão arterial, entre outros. O soro antiescorpiônico chega através do Ministério da Saúde, pelas Secretarias Estaduais de Saúde para os hospitais do estado e em alguns hospitais do interior, esses soros são encaminhados para lá. Dependendo da gravidade do caso, a vítima pode ser atendida só com tratamento sintomático com analgésico, às vezes, com infiltração local de anestésicos.

 

Ciatox

O Ciatox funciona há 15 anos no Huse e conta com uma equipe multidisciplinar de médicos, farmacêuticos, médicos veterinários, enfermeiros e técnicos de enfermagem. O Ciatox faz parte da Rede Nacional de Centros de Informação e Assistência Toxicológica (Renaciat), coordenada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

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