Projeto ‘Salva Vidas’ oferece ajuda psicológica no Huse

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O dia 10 de setembro é marcado pelo Dia Mundial de Prevenção do Suicídio. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que o suicídio é a 13ª causa de morte no mundo, sendo uma das principais entre adolescentes e adultos até os 35 anos. Essa campanha faz parte do Setembro Amarelo e vale lembrar que esse é um problema de saúde pública e consequência de vários fatores difíceis na história de vida da pessoa que optar por esse desfecho. No Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), unidade gerenciada pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) o projeto “Salva Vidas” vem transformando a vida de pessoas que precisam de ajuda psicológica, ele é destinado ao público que deu entrada na unidade com suspeita ou confirmação de tentativa de suicídio.

A Referência Técnica da Psicologia no Huse, Adriana Viana, destaca a importância do projeto e do trabalho da psicologia. “A importância desse projeto é justamente fazer um acolhimento psicológico, a gente ouvir esse paciente que deu entrada, orientar esse familiar, ver como é essa rede de apoio desse familiar, encaminhar o paciente para que ele tenha um acompanhamento na rede de saúde do Estado ou do seu município. A gente faz a referência desse paciente para que ele tenha o atendimento, diminua a chance de que ele possa tentar novamente, então é um alerta para todos que tenham algum familiar que teve essa tentativa e não teve esse suporte psicológico e psiquiátrico que é necessário nesse caso para que ele possa superar”, alertou Adriana Viana.

Ela ressalta, ainda, que o familiar deve ficar atento aos sinais de alerta que muitas vezes é passado pela vítima. “Alguns sinais são: tristeza intensa, quando a vítima diz não estou aguentando mais, está muito difícil, era melhor que eu sumisse, que faz carta de despedida, faz testamento, conta conjunta, passa os bens, são muitos sinais de alerta pra gente verificar se está triste, a gente parar um pouco e perceber esses sinais. Se a pessoa estiver resistente é tentar ajuda psicológica ou psiquiátrica, tentar levar para uma consulta com um dos dois profissionais e tentar integrar esses dois cuidados para que possa superar esse momento angustiante”, enfatizou a psicóloga.

O trabalho realizado pela equipe de psicólogos que compõe o projeto é realizado mediante um chamado da área em que a vítima deu entrada (geralmente Área Azul ou Vermelha) e feita uma busca ativa para identificar o paciente, o que houve, faz o acolhimento, preenche a ficha do paciente com alguns questionamentos e faz o acompanhamento psicológico enquanto estiver no hospital em tratamento. Depois de avaliado, caso haja a necessidade, o paciente é encaminhado para continuidade ao tratamento fora do hospital, através do CAPS ou para ambulatório de psicologia e psiquiatria do município.

“Se é uma pessoa que já tem uma perspectiva de alta, a gente conversa com a equipe de enfermagem e médica, faz o direcionamento desse paciente para um acolhimento na rede de saúde. Se é um paciente que vai permanecer internado por algum tempo a gente fornece esse acompanhamento no hospital dentro da hospitalização dele e após alta hospitalar é feito encaminhamento para a continuidade do atendimento em um hospital da rede. Há a necessidade de procurar um especialista porque o psiquiatra através dos medicamentos e atendimento dele é que vai suprir essa demanda e o psicólogo vai contribuir nesse processo de re significar na vida dele”, pontuou Adriana Viana.

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