Oftalmologista do Huse alerta para os riscos do uso indiscriminado de colírios

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Há quem acredite que o uso indiscriminado de colírios não causa danos à saúde dos olhos e até de outras áreas do corpo. Quem crê nisso e se utiliza abusivamente do produto quando sente um desconforto nos olhos pode estar correndo o risco de sofrer perda da visão e outros eleitos colaterais que eles podem produzir. O alerta é da oftalmologista do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), Ana Cândida Bispo de França Gomes.

A especialista disse que as evidências apontam para o uso indiscriminado de colírios, do mesmo jeito que as pessoas fazem a automedicação por voa oral, especialmente em casos agudo. “Ou pedem emprestado a um vizinho ou vão à farmácia e adquirem o produto sem considerar que aquele colírio pode ser um antibiótico, ou feito a base de corticoides ou mesmo um anti-inflamatório e que causam efeitos colaterais”, disse.

O uso de medicamento sem a recomendação médica é perigoso para a saúde do olho. Segundo a oftalmologista, alguns colírios podem causar aumento de pressão ocular ou vir a causar alguma desepitelização (alteração na primeira camada da córnea, chamada de epitélio, causando perda de células epiteliais) no olho ou agravar o processo infeccioso.

Também podem causar outros problemas. “O uso indiscriminado de colírio de corticoide, por exemplo, usado por um longo tempo pode acelerar o processo de catarata e em pacientes suscetíveis pode provocar perda de visão. São casos mais drásticos mais podem ocorrer”, sintetizou.

A médica salienta que existem os colírios medicamentosos e os colírios lubrificantes, que são diferentes na composição e na função. Os primeiros precisam da prescrição médica, pois têm função terapêutica e podem causar efeitos colaterais, enquanto os lubrificantes servem para tratar a síndrome do olho seco, ardor e irritação provocados por poeiras, fumaça, poluentes, produtos químicos e outros fatores.

“Os lubrificantes podem ser usados sem receita médica porque dificilmente provocam efeitos colaterais e os conservantes são cada vez mais modernos. Mas, mesmo assim, prescrevemos os lubrificantes com uso limitado por conta dos conservantes, embora exista o produto sem essa substância, mas custam mais caro e às vezes o paciente opta pelo mais em conta”, informou Ana Cândida Gomes.

Para mudar este cenário a oftalmologista só vê, no momento, uma saída: campanhas educativas, de orientação aos pacientes, para conscientizá-los a não usarem os colírios indiscriminadamente, sem a recomendação médica. “Se o cidadão adquiriu uma conjuntivite ou passa por algum processo inflamatório no olho, procure o oftalmologista. Não se automedique porque as consequências podem ser bastante adversas”, aconselhou a médica.

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