Darcy Tavares recebe a visita de Gilmar Carvalho no Huse

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Na manhã desta sexta-feira, 18, o superintendente do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), unidade gerida pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), o médico Darcy Tavares, recebeu a visita do Deputado Estadual, Gilmar Carvalho, que na condição de apresentador da TV Atalaia, conversou com o gestor sobre a situação do pronto socorro do hospital depois da interdição no início deste mês nas UPA’s Nestor Piva e Fernando Franco, administradas pelo município de Aracaju. Na ocasião, o médico destacou também outros assuntos referentes ao atendimento no Huse.

“Nós fomos tomados de surpresa com essa crise no município e sofremos com isso. Nós tínhamos uma rotina de atendimento e de uma hora para outra vimos esses atendimentos duplicarem, então, isso nos afeta em todos os aspectos, principalmente nos profissionais médicos, os de enfermagem e técnicos de enfermagem, enfim, em toda a nossa estrutura que tivemos que de uma hora para outra nos movimentarmos para dar um acolhimento melhor possível àqueles que estavam nos procurando”, explicou Darcy Tavares.

O superintendente foi questionado pelo deputado se a interdição da UPA Fernando Franco está atrapalhando o atendimento no Huse. “Hoje, nós estamos praticamente com o atendimento voltando ao que era antes, mas, o atendimento ainda é grande na área pediátrica, que está acima do atendimento que era acostumada a atender. Nós tivemos uma reunião com a Secretária de Saúde de Aracaju,as coisas estão em fase de ajuste, mas, ela entendeu o impacto que isso causa no Huse e que é preciso encontrar soluções para que esse atendimento de baixa e média complexidade fique cada vez mais ao nível dos municípios e que o Huse siga a missão principal dele que é cuidar dos casos de alta complexidade”, informou o superintendente do Huse.

O deputado estadual Gilmar carvalho, trouxe um caso de uma paciente oncológica e questionou ao superintendente do Huse sobre as melhorias no Centro de Oncologia. “Nós não podemos pensar em um pronto socorro só para os pacientes oncológicos. O que nós precisamos é trabalhar para a melhoria do nosso pronto socorro, pois, se a gente tiver a nossa Área Azul melhor equacionada, nós vamos dar o tratamento que esses pacientes oncológicos merecem. Nós já estamos tentando fazer com a colaboração dos municípios, nós teremos uma Área Azul menos carregada e tumultuada e poderemos fazer aquilo que o governador nos pediu e qualificar melhor nossa equipe médica”, enfatizou o médico.

Durante a conversa, o superintendente foi perguntado sobre o que é a Área Azul. “É a área que nós chamamos hoje no Huse de porta aberta, recebemos todo e qualquer tipo de paciente desde uma unha encravada, dor de cabeça, pressão alta, enfim, é uma grande movimentação de atendimentos que nós chamamos de baixa complexidade e que podem ser feitos na rede básica de saúde. O caminho que a gente está andando para a melhoria do sistema de saúde como um todo, a política de saúde do Huse deveria ser um hospital destinado aos procedimentos de alta complexidade e pra isso deveria ser criado um sistema de referência onde o Huse figuraria como ponto final nessa referência. Começaria pelos atendimentos mais simples, médio e só vinham para o Huse àqueles que fossem mais complicados e alta complexidade”, pontuou.

Quanto ao Hospital Cirurgia, o superintendente classificou como parceiro e importante na prestação dos serviços de referência. “Eu sempre digo que o Hospital Cirurgia, no qual eu tive a honra de ser presidente durante 6 anos, é hoje, uma peça fundamental dessa engrenagem da Rede Hospitalar. Ele dá o suporte daqueles pacientes que precisam do atendimento do SUS. Em uma cirurgia cardíaca, por exemplo, ele é referência, uma referência também na cirurgia ortopédica e da neurocirurgia, principalmente dos pacientes que são eletivos, já que as urgências são executadas no Huse”, informou Darcy Tavares.

O Superintendente do Huse explicou ao deputado o que é que o Hospital Cirurgia faz que o Huse não faz. “Procedimentos eletivos, ou seja, os que não precisam de uma intervenção imediata e também nos ajuda nos procedimentos de urgência ortopédicas, além da questão da cardiologia, as revascularizações que são feitas no Hospital Cirurgia com a expertise dos profissionais e os equipamentos adequados para tal”, disse.

Para finalizar, o Deputado questionou o superintendente do Huse sobre os repasses do Governo federal, principalmente quanto ao pagamento das cirurgias. “O que se paga por procedimento quando ele não sofre reajuste fica defasado demais e isso prejudica o interesse, por isso, tem que se ter a fiscalização e o controle, mas, eu acho que o sistema de financiamento deve ser revisto e leva uma série de dificuldades principalmente os Hospitais Filantrópicos para se manter, porque o convênio que o governo paga por procedimento quando se vai apurar é um sistema falho e que tem muita glosa porque o pagamento veio depois”, concluiu Darcy Tavares.