Nutricionista da SES  fala dos cuidados com a desidratação que aumenta no verão

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A Secretaria de Estado da Saúde (SES) alerta para o aumento da desidratação no verão e traz informações, dicas e cuidados importantes para a população sergipana. A desidratação se caracteriza não só pela baixa concentração de água no organismo, mas também de sais minerais e líquidos orgânicos no corpo e pode se tornar grave, principalmente, em crianças e idosos. O corpo humano é composto, em média, por 70% de água, percentual que vai diminuindo de acordo com a idade. O sangue contém 95%, a gordura corporal 14% e o tecido ósseo 22%.

A desidratação pode ser dividida em três tipos: isotônica – a mais comum e se caracteriza pela perda de água e sais minerais; hipertônica – acontece quando a proporção de água perdida é maior que a de sódio; e a hipotônica – menos comum, quando ocorre perda maior de sódio do que de água.  As causas da doença são variadas, e pode acontecer através da respiração, suor, urina, fezes e lágrimas. São fatores comuns: a febre, a sudorese – normalmente relacionada ao calor intenso ou esforço físico, o vômito e a diarreia – causados por infecção alimentar e água contaminada, lesões significativas na pele, como queimaduras ou feridas na boca, e doenças de pele graves – quando a água é perdida através da pele danificada e ingestão insuficiente de líquidos, principalmente nos dias muito quentes do verão.

Segundo o nutricionista e referência técnica da área de Alimentação e Nutrição da SES, Ronaldo Cruz, essa época do ano é caracterizada pelo aumento das temperaturas, com dias mais longos, o que interfere no metabolismo do corpo humano. Com o aumento da temperatura o indivíduo desidrata mais rápido. O aumento da temperatura, também, acelera e favorece a multiplicação de microorganismos nos ambientes e isso exige cuidados em relação aos alimentos.

“Se considerarmos que nesse período as pessoas saem mais, se divertem mais e ficam mais expostas, isso requer mais cuidados com a alimentação. É importante, nesse período, aumentar o número de refeições e diminuir a quantidade, dando preferência aos alimentos in natura, legumes e frutas, sucos, água de coco, água potável, sorvete à base de frutas, evitando frituras e gorduras, além de observar a higiene. Infecções alimentares, comuns no período de verão, causam diarreia, vômito, dores abdominais e, consequentemente, leva à perda de líquidos”, explica Ronaldo.

Sintomas e diagnóstico

A desidratação pode ser classificada em leve, moderada e grave. São sinais mais comuns da desidratação leve e moderada, a sede exagerada, boca e pele secas, olhos fundos, ausência ou pequena produção de lágrimas, diminuição da sudorese e, nos bebês, a moleira afundada.  Dor de cabeça, sonolência, tonturas, fraqueza, cansaço e aumento da frequência cardíaca também podem estar associados à doença. Com o agravamento do quadro, esses sintomas se intensificam e então pode surgir, ainda, queda de pressão arterial, perda de consciência, convulsões, coma, falência de órgãos e morte. O diagnóstico acontece através da avaliação clínica e da realização de exames de sangue, fezes e urina.

Tratamento

No caso dos bebês, o leite materno é o principal recurso para o tratamento da desidratação. Já para os casos leves de desidratação, independentemente da idade, a recomendação é, em ambiente com temperatura amena, beber água potável ou fervida em pequenos goles com intervalos curtos de tempo. Isso pode ser suficiente para reidratar o organismo. Nos casos mais graves, a reidratação deve ser feita por meio de soro que poder ser adquirido em farmácias e postos de saúde, como também a utilização do soro caseiro.

Soro caseiro

O soro caseiro é uma solução composta por água, sal e açúcar que ajuda a combater a desidratação causada, principalmente, por vômitos e diarreia. Para preparar, basta misturar em um litro de água mineral, de água filtrada ou de água fervida fria uma colher pequena de café, de sal e uma colher grande, de sopa, de açúcar.

“O soro caseiro é uma receita popular muito utilizada pela Pastoral da Criança ao longo desses anos, que tem surtido um efeito extremamente positivo, porque hidrata e ao mesmo tempo faz o ressarcimento dos sais minerais que estão baixos e precisam ser repostos, principalmente para o grupo de risco, no caso das crianças e idosos que, nesta época do ano, precisam ter uma atenção maior, fazendo uma oferta maior de líquidos ao longo do dia. É importante que a pessoa, ao preparar o soro, tome os cuidados com a higiene, lavando as mãos em água corrente, utilizar uma água potável e uma colher limpa para fazer a adição do sal e do açúcar” ressalta o nutricionista.

No período do verão, além do calor, ocorrem as festas de encerramento de ano e carnaval, quando o consumo do álcool aumenta. “O álcool, para seu metabolismo, utiliza água. A tendência das bebidas alcoólicas é desidratar mais e mais o indivíduo. Então é importante que as pessoas tenham cuidado com o consumo excessivo de álcool no verão. Moderar o consumo de bebidas alcoólicas é uma medida muito importante”, conclui Ronaldo.

Dicas para prevenção

– Beber muito líquido, principalmente crianças e idosos;

– Usar roupas leves, dando preferência às cores claras;

– Evitar exposição direta ao sol nos dias mais quentes;

– Não praticar exercícios físicos nas horas mais quentes do dia;

– Cuidados com a alimentação e com a higiene;

– Evitar o consumo de álcool, uma vez que aumenta a perda de líquido pela urina;

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