Superintendente do Huse já visualiza melhoria do fluxo nas demandas de baixa complexidade

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O superintendente do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), Darcy Tavares, já visualiza uma pequena melhora no atendimento do Pronto Socorro do hospital desde o final da tarde desta terça- feira, 8, quando o atendimento na Unidade de Pronto Atendimento Nestor Piva, gerenciado pela Secretaria Municipal de Saúde de Aracaju (SMS) voltou a funcionar. Ele destacou que o atendimento no Huse ainda não está em sua plenitude, mas já há reflexo de melhoria, sobretudo, após todo o aporte dado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) neste período.

“Primeiro, fomos tomados de surpresa, mas temos uma equipe muito boa e uma resposta emergencial muito rápida, então isso nos deu oportunidade de fazer dentro do possível com que a população sofresse menos. Melhoramos nossas escalas médicas, tivemos um suporte do pessoal de enfermagem que agilizou a funcionalidade do atendimento e tudo isso fez com que a gente pudesse dar uma assistência. Não foi a ideal, foi uma situação totalmente fora da nossa previsão. Para se ter uma ideia, tivemos um custo alto de insumos previstos para 15 dias e nós utilizamos em uma semana”, explicou Darcy Tavares.

Nos primeiros dias do ano, houve um aumento de mais da metade da rotina do hospital. “Nós tínhamos uma média de 300 atendimentos diários e chegamos a uma média de 750, nós mais que dobramos o nosso atendimento rotineiro. A maioria dos casos são de baixa complexidade e isso dificulta ainda mais o nosso trabalho, cada vez mais estamos trabalhando para mostrar a finalidade do hospital de urgência que é o hospital da mais alta complexidade que nós temos no estado”, disse.

A funcionalidade da rede foi discutida durante reunião com o governador Belivaldo Chagas, secretário de Estado da Saúde, Valberto de Oliveira e com a Secretaria Municipal de Saúde. “O Huse deve ser resguardado para as intervenções de alta complexidade”, afirmou o superintendente do Huse.

 

Planejamento

Durante o ano que passou, muitos avanços foram vistos com a participação da equipe e o planejamento da gestão. A principal delas foi a redução das filas cirúrgicas em ortopedia e neurologia, além da significativa melhoria na Área Vermelha (considerada área crítica), que tem capacidade para atender a 16 pacientes e estava com 40 internados. Hoje, a situação é bem diferente e já atende com 20 pacientes.

A gestão iniciou no final do ano passado um trabalho com relação à Área Azul que foi a mais afetada com essa superlotação ocasionado pela Prefeitura de Aracaju. “Nós recompomos escalas, verificamos o fluxo de atendimento desses pacientes que demora em macas, muitos dependem da realização e agilidade no exame e muitas vezes demorou sem motivos. Foi quando aconteceu esse episódio e tivemos que voltar nossa atenção para essa situação emergencial. Mas vamos voltar a essa situação da Área Azul para dar um conforto e seguir no atendimento da demanda que foi dado pelo governador que é humanizar o atendimento”, ressaltou.

O superintendente ressaltou que o foco esse ano é retornar o olhar para a Área Azul e a UTI. “Nós estamos trabalhando com a possibilidade do aumento de leitos de UTI que é outro grande gargalo no Estado de Sergipe. Estamos trabalhando muito e esperamos avançar bastante, o governador é muito sensível com a questão da saúde no Estado e espero que nos próximos dias tenhamos boas notícias depois dessa fase de turbulência e dar uma resposta satisfatória a população”, concluiu Darcy Tavares.

Foto: Flávia Pacheco ASCOM SES

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