Comissão de prevenção e tratamento de lesão de pele do Huse apresenta trabalhos em congresso no RJ

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Os trabalhos “Controle estatístico com plano de cuidado das ostomias após a implantação da comissão de pele em hospital público”  e “ tratamento de coto de amputação com alginato de cálcio e prata”, serão apresentados por um grupo de enfermeiras que integram a Comissão de Prevenção e Tratamento de Lesão de Pele do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), gerenciado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) durante o 7º Congresso Brasileiro de Prevenção e Tratamento de Feridas que acontecerá no próximo dia 31 a 3 de novembro, na cidade do Rio de Janeiro.

 

Dois dos quatro trabalhos inscritos pelas enfermeiras foram selecionados (um para apresentação oral e outro para pôster) e trazem relatos de experiências vividas pelas profissionais no hospital. A enfermeira responsável pela Comissão de Prevenção e Tratamento de Lesão de Pele do Huse, Mônica Rabelo, destacou um caso importante que aconteceu no hospital e que merece ser levado para outras unidades de saúde.

 

“No final do ano passado, acompanhamos uma paciente que deu entrada no Huse com um trauma em membro inferior, com lesão crônica, diabética, descompensada, deu entrada pela vascular e foi feito amputação e desbridamento. A partir daí, nós da comissão, entramos com a placa de alginato de prata que nos deu um resultado excelente de evolução da paciente em menos de 20 dias. Ela recebeu alta e foi pra casa, deu continuidade com o tratamento certinho e dentro de 50 dias a lesão fechou. Fechar um coto de amputação aberta em 50 dias com o histórico que a paciente tinha, é um resultado excelente e que merece ser divulgado”, disse a enfermeira.

 

O Huse iniciou, em 2017, o acompanhamento de todas as ostomias que dão entrada no hospital (traqueostomias, gastrostomias, jejunostomias, colostomias, ileostomias, cistostomias) e foi detectado que cerca de 53% eram de pacientes traqueostomizados e 24% de pacientes que estavam colostomizados por comorbidade, ou vítima de arma de fogo e trauma abdominal. Em cima dessas estatísticas, a comissão desenvolveu planos de cuidados para cada paciente, capacitou a equipe de enfermagem, além do paciente e o familiar quanto ao cuidado com o paciente que tem esse tipo de ostomia para o cuidado em casa.

 

Para Mônica Rabelo, o trabalho passou como apresentação oral para o congresso e foi uma grande expectativa da equipe. “É um trabalho que todo hospital tem que ter e nós aqui do Huse somos muito visados e algumas vezes negativamente. A gente já realizava esse trabalho antes, mas, não tínhamos em números e agora temos em números e como provar que todos os profissionais são capacitados e nenhum paciente sai daqui do Huse sem o conhecimento de como vai cuidar daquela ostomia em casa e a equipe está toda capacitada com relação aos cuidados aqui dentro do hospital, sem falar que temos curativos especiais para tratar cada caso. Ficamos muito felizes quando o nosso trabalho foi aprovado e vamos levar mais saúde e cuidado para outros estados”, informou.

 

A enfermeira Priscilla Alcântara, também seguirá para apresentar o trabalho no Rio de Janeiro e destaca que outras pessoas também terão acesso à informações importantes de saúde para que sejam aplicadas nos seus hospitais. “Os profissionais que estiverem presentes no congresso vão poder acompanhar de perto o sucesso no tratamento de ostomias e aplicar com o seu paciente. Fora isso tem o reconhecimento do trabalho da comissão porque a gente trabalha para os pacientes e quando a gente vê os resultados é muito gratificante. O tratamento com a placa de alginato de prata, melhora a autoestima do paciente e ajuda na desospitalização do paciente mais rápido, além de reduzir os custos para o hospital”, esclareceu.

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