SES forma multiplicadores para a prática do Aconselhamento em Amamentação

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A Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (MNSL) recebeu, nos dias 4 e 5 de dezembro, o curso de capacitação ‘Oficina de Aconselhamento em Aleitamento Materno’, organizado pela gestão Rede Materno Infantil da Secretaria de Estado da Saúde (SES), cujo objetivo foi formar multiplicadores para a prática do Aconselhamento em Amamentação. O evento contou com a participação de representantes das nove maternidades do estado de Sergipe, do Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher (Caism) e da Atenção Primária e foi ministrado pelas representantes do Ministério da Saúde (MS), a nutricionista Carolina Belomo de Souza e a pediatra Regina Braghetto.

A oficina propõe um novo olhar no modo de comunicação, para que os profissionais possam trabalhar com as mães e com as famílias com uma abordagem mais humanizada, acolhedora, sem julgamento e repleta de amor. “A gente trabalha a tentativa de identificar quem é essa mulher, quem é essa criança, o que ela traz como sua história, além do que ela diz, do que ela faz, sua história de vida, como ela vive, quem é sua estrutura de apoio, para tentar ajudá-la melhor. É uma oficina que trabalha muito essa questão do amor, trabalha muito esse novo olhar, um apoio totalmente diferenciado”, diz a nutricionista Carolina Belomo de Souza.

“Eu acredito que o objetivo foi muito bem contemplado, nós conseguimos plantar as sementinhas que serão germinadas. A partir de agora é preciso prática, é preciso conseguir inserir isso na vida. O aconselhamento tem como foco a comunicação que é uma habilidade de ouvir e compreender que, na verdade, a gente mudou para escutar e compreender, e habilidade de desenvolver confiança e dar apoio”, completa Carolina.

Para a pediatra Regina Braghetto, é necessária essa mudança de paradigma em relação à assistência prestada às famílias. Em vez da abordagem tradicional, vertical, de ter apenas diagnóstico e tratamento, é preciso identificar as dificuldades, ir além, avaliando o que fez as pessoas agirem de certa forma, o que tem por trás de patologias, o que tem por trás das dificuldades, em especial de aleitamento materno, que é uma prática que tem que ser reforçada a cada dia.

“O objetivo é que o aleitamento materno se torne uma prática universal e não uma exceção, então é preciso trabalhar sempre. As dificuldades existem, a vida moderna isolou um pouco as mulheres, da família e da comunidade, daquele apoio que ela teria normalmente, e às vezes ela é sozinha, ela conta apenas com a unidade para formar sua rede de apoio. E essa oficina transcorreu muito bem, essa é uma maternidade que está de parabéns, nós acabamos de fazer a parte prática com as pacientes, capacitamos as pessoas para essas novas habilidades, dessa nova forma de assistência e fizemos as práticas aqui com as mães, e as pessoas estão de parabéns. Foi uma receptividade boa e entendemos que a semente foi plantada e ela vai dar frutos”, comenta a pediatra Regina Braghetto.

Para a enfermeira e gerente da maternidade do Hospital Regional de Propriá, Maria Antônia Martins, a experiência foi gratificante. “Embora tenha tido dificuldade para chegar aqui por morar numa cidade mais distante, valeu à pena, compensou. A gente aprende muitas coisas, novas maneiras de lidar com as puérperas de forma mais tranquila, com mais empatia. O mais importante de tudo é a gente conseguir acolher melhor e saber orientar com mais propriedade, ouvir mais sobre os problemas que elas têm pós-parto, as mãezinhas, pois é uma situação difícil, estão passando por outro momento na vida delas” observa.

A representante da Fundação Estadual de Saúde (Funesa), Isabel Mendes, informa que a busca pelo curso de facilitador foi com o objetivo de transferir o aprendizado para o público em geral, já que a Funesa é a casa da educação permanente no estado de Sergipe, com muitos cursos de capacitação. “A preocupação antes era só o manejo e agora elas trouxeram para a gente um novo olhar no aconselhamento. Foi uma visão totalmente diferenciada. Tivemos certas barreiras que foram derrubadas com a visão que elas trouxeram, e já conseguimos demonstrar isso na prática. Foi uma experiência maravilhosa e espero, enquanto Funesa, levar isso para o restante do estado de Sergipe”, conclui Isabel.

 Fotos Flávia Pacheco