SES reúne técnicos e entidades para discutir a política para pessoa com deficiência

postado em: Notícias, Slide | 0

Para marcar o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, celebrado na última segunda-feira, 3, a Secretaria de Estado da Saúde realizou nesta quarta-feira, 5, o encontro “A diferença entre ver e enxergar a pessoa com deficiência”, quando reuniu técnicos, entidades de classe, conselhos e profissionais que atuam na defesa dos direitos da pessoa com deficiência. O evento, que aconteceu no auditório do Centro Administrativo da Saúde Senador Gilvan Rocha, foi aberto pelo secretário Valberto de Oliveira e contou com a presença da vice-prefeita Eliane Aquino.

O secretário Valberto Oliveira atestou que a SES não mede esforços para melhorar e ampliar a oferta de serviços, como a dispensação de órteses, próteses, meios auxiliar de locomoção, medicamentos e outros recursos que melhoram a qualidade de vida das pessoas com deficiência. “Precisamos fazer mais e estamos lutando para fazer valer os direitos das pessoas com deficiência na área da saúde”, disse.

A vice-prefeita e vice-governadora eleita, Eliane Aquino, fez uma reflexão junto ao público. “Nós falamos muito em inclusão, mas que inclusão é essa que nós realmente queremos? Que inclusão é essa que nós construímos a cada dia dentro das nossas políticas governamentais? Queremos uma inclusão que perpasse por todas as áreas, seja na saúde, na assistência, na educação”, respondeu ela própria, enquanto afirmou que a sociedade não precisa de uma política de inclusão que esteja no papel, enfatizou.

Três palestrantes trouxeram ao encontro experiências em suas áreas de conhecimento das capacidades e habilidades das pessoas com deficiência. A promotora de Justiça Ana Galgane chamou a atenção do público para a necessidade de se avançar na consolidação dos direitos da pessoa com necessidade. “Ainda precisamos lutar por estes direitos, quando a sociedade já deveria tê-los incorporado”, observou.

A fisioterapeuta, professora, bailarina e coreógrafa Lavínia Teixeira falou sobre o papel que tem o seu trabalho, de inserir as pessoas com deficiência na sociedade, mas um olhar mais voltado em todos os âmbitos, inclusive nas artes, promovendo acessibilidade, inclusão, autonomia e empoderamento. “A dança é uma possibilidade de mostrar que essas pessoas têm o poder de inferir na sociedade muitas questões norteadoras de como o ser humano deve se portar perante o outro. Quando a gente coloca pessoas com deficiência que estão em uma condição física muito debilitada e eles entram no palco, a gente não consegue dimensionar o impacto que isso causa neles”, considerou.

Para o presidente do Conselho Estadual da Pessoa com Deficiência, Niceu Dantas, são eventos como este que trazem a luz às pessoas. “Eu digo sempre que a maior deficiência hoje em dia é atitudinal porque leis nós temos, inclusive uma legislação muito farta. Só que elas não são cumpridas, particularmente por parte da iniciativa privada, como as escolas particulares que negam a matrícula para pessoas com deficiência. Então são esses debates que vão trazendo luz, consciência às pessoas para que haja mais por parte de todos, do pode público e iniciativa privada, o cumprimento das leis”, disse.

O encontro foi marcado por apresentações vibrantes. O grupo Tambores do Sertão, uma ação cultural do Centro de Atenção Psicossocial (Caps) de Nossa Senhora do Socorro, fez o público se emocionar a cada batuque de percussão.  “Nós temos o propósito da inclusão social e por isso o trabalho é feito junto à sociedade. Isso, para que todos se sintam como realmente são: iguais na capacidade de aprender, fazer, produzir, criar”, declarou o instrutor do grupo, Vagner Lima.

Já Roni Lima, coreógrafo e coordenador da Companhia de Dança Loucurarte enfatizou o papel de eventos como o encontro desta manhã para fortalecer as capacidades da pessoa com deficiência. “De eventos assim saem discussões e proposta que vão ajudando a construir uma nova trajetória na vida das pessoas com deficiência. Nós da companhia somos uma prova viva do quanto as pessoas com deficiência têm capacidades e habilidades”, destacou. A companhia apresentou um número de dança em cadeira de rodas.

Fotos: Flvoa Pacheco ASCOM SES