SES traz informações importantes à população sobre Aids

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A Secretaria de Estado da Saúde (SES), em alusão ao Dia Mundial de Luta contra a Aids, comemorado no próximo sábado, 1º de dezembro, traz informações importantes à população sergipana com o intuito de conscientizar sobre essa doença que é uma das que mais matam no mundo. De acordo com boletim epidemiológico HIV/Aids divulgado na última terça-feira, 27, pelo Ministério da Saúde (MS), no período de 2014 a 2017 houve uma redução de 7,1% no coeficiente de mortalidade em Sergipe, que passou de 4,2 para 3,9 óbitos por 100 mil habitantes.

A Aids é a doença causada pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) que ataca o sistema imunológico, responsável por defender o organismo de doenças. O vírus é capaz de alterar o DNA das células fazendo cópias de si mesmo. Depois se multiplicam, rompem os linfócitos, que são as células mais atingidas, em busca de outros para continuar a infecção. De acordo com o gerente do programa IST/AIDS, Almir Santana atualmente há em Sergipe, 4872 pessoas com Aids, desse total, 117 crianças. Pessoas com HIV são 1987 e ele explica diferença entre HIV e Aids.

 

“Nem todo indivíduo que vive com o vírus chega a desenvolver Aids, por isso é importante diferenciar. HIV é a sigla em inglês para o vírus da imunodeficiência humana e Aids é a doença já desenvolvida. Nem todas as pessoas que têm HIV têm Aids. Porém, é importante informar, também, que as pessoas soropositivas, que têm ou não Aids, podem transmitir o vírus através das relações sexuais desprotegidas, pelo compartilhamento de seringas contaminadas ou de mãe para filho, durante a gravidez e a amamentação, quando não tomam as devidas medidas de prevenção”, contextualiza Almir.

 

Ação

O programa IST/ AIDS da SES estará, no próximo sábado, 1º, com a Unidade Móvel, na área do Mercado Albano Franco, das 9h às 12h realizando testes rápidos que, de acordo com o gerente do programa IST/AIDS, Almir Santana, é uma ação é muito importante para marcar o dia de luta contra a Aids. A realização dos testes rápidos é uma prática contínua da SES para diagnosticar a infecção precocemente.

A Unidade Móvel, além de disponibilizar os exames de HIV/Aids, Sífilis e Hepatite B e C, vai oferecer folhetos informativos, camisinhas e gel lubrificante, além da orientação dos profissionais que estarão presentes informando a respeito das infecções. “O objetivo de realizar essas mobilizações contínuas é orientar da melhor forma possível à população. No caso da AIDS, o diagnóstico tardio traz várias implicações, como menor qualidade de vida, menos tempo de vida e letalidade maior. Por isso, a SES se empenha para estimular os sergipanos a realizar os exames” ressalta Almir.

Sistema imunológico

O corpo reage diariamente aos ataques de bactérias, vírus e outros micróbios, por meio do sistema imunológico que é uma barreira composta por milhões de células de diferentes tipos e com diferentes funções, responsáveis por garantir a defesa do organismo e por manter o corpo funcionando livre de doenças.

Entre as células de defesa estão os linfócitos T-CD4+, principais alvos do HIV, vírus causador da Aids. O HIV liga-se a um componente da membrana dessa célula, o CD4, penetrando no seu interior para se multiplicar. Com isso, o sistema de defesa vai pouco a pouco perdendo a capacidade de responder adequadamente, tornando o corpo mais vulnerável a doenças. Quando o organismo não tem mais forças para combater esses agentes externos, a pessoa começar a ficar doente mais facilmente e então se diz que tem aids.

Como ocorre a transmissão do HIV

A transmissão do vírus acontece das seguintes formas:

  • Sexo vaginal sem camisinha
  • Sexo anal sem camisinha
  • Sexo oral sem camisinha
  • Uso de seringa por mais de uma pessoa
  • Transfusão de sangue contaminado
  • Da mãe infectada para seu filho durante a gravidez, no parto e na amamentação
  • Instrumentos que furam ou cortam não esterilizados

Mitos e Tabus

O HIV não é transmitido nas seguintes situações:

  • Sexo, desde que se use corretamente a camisinha
  • Masturbação a dois
  • Beijo no rosto ou na boca
  • Suor e lágrima
  • Picada de inseto
  • Aperto de mão ou abraço
  • Sabonete/toalha/lençóis
  • Talheres/copos
  • Assento de ônibus
  • Piscina
  • Banheiro
  • Doação de sangue
  • Pelo ar


Diagnóstico

 

O diagnóstico da infecção pelo HIV é feito a partir da coleta de sangue ou por fluido oral através de exames laboratoriais e testes rápidos, que detectam os anticorpos contra o HIV em cerca de 30 minutos. Esses testes são realizados gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), nas unidades da rede pública e nos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA).

Os exames podem ser feitos de forma anônima. Nesses centros, além da coleta e da execução dos testes, há um processo de aconselhamento para facilitar a correta interpretação do resultado pelo (a) usuário (a). Também é possível saber onde fazer o teste pelo Disque Saúde (136).

Sintomas

Quando ocorre a infecção pelo vírus causador da Aids, o sistema imunológico começa a ser atacado.  O período de incubação do HIV – tempo da exposição ao vírus até o surgimento dos primeiros sinais da doença – varia de três a seis semanas. O organismo leva de 30 a 60 dias, após a infecção, para produzir anticorpos anti-HIV. Os primeiros sintomas são muito parecidos com os de uma gripe, como febre e mal-estar. Essa é a primeira fase.

A próxima fase é marcada pela forte interação entre as células de defesa e as constantes e rápidas mutações do vírus. Mas isso não enfraquece o organismo o suficiente para permitir novas doenças, pois os vírus amadurecem e morrem de forma equilibrada. Esse período, que pode durar muitos anos, é chamado de assintomático.

Com o ataque frequente, as células de defesa começam a funcionar com menos eficiência até serem destruídas. O organismo fica cada vez mais fraco e vulnerável a infecções comuns. Essa é a fase sintomática inicial, caracterizada pela alta redução dos glóbulos brancos do sistema imunológico e os sintomas mais comuns nessa fase são: febre, diarreia, suores noturnos e emagrecimento.

A baixa imunidade permite o aparecimento de doenças oportunistas, que recebem esse nome por se aproveitarem da fraqueza do organismo, esse é o estágio mais avançado da doença, a Aids. Quem chega nessa fase pode sofrer de hepatites virais, tuberculose, pneumonia, toxoplasmose e alguns tipos de câncer.

Tratamento

A Aids não tem curapois ainda não existe um tratamento capaz de eliminar completamente o vírus HIV do organismo. Os medicamentos antirretrovirais (ARV), que surgiram na década de 1980, ajudam a evitar o enfraquecimento do sistema imunológico. O uso regular dos ARV é fundamental para aumentar o tempo e a qualidade de vida das pessoas que vivem com HIV e reduzir o número de internações e infecções por doenças oportunistas.