Workshop destaca ciclos de produção e tratamento do sangue

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A palestra sobre patologias do sangue, riscos e benefícios da transfusão sanguínea, ministrada pela médica oncohematologista, Lourdes Alice Marinho, encerrou o 1º Workshop Hemoterapia do Centro de Hemoterapia de Sergipe (Hemose). O evento realizado nesta quinta-feira, 8, contou a participação de gestores, profissionais e acadêmicos  dos cursos de biomedicina, enfermagem e medicina.

Na abertura das atividades, o superintendente da unidade, Sérgio Costa Viana, destacou a importância do conhecimento cientifico. “O assunto sangue é um tema que diz respeito à vida de todos nós, em algum momento, um familiar ou conhecido nosso precisou, ou, poderá precisar de transfusão. Vocês enquanto futuros profissionais serão os multiplicadores da importância do sangue para o atendimento hospitalar”, disse.

Durante as primeiras palestras do workshop, o público conheceu conceitos básicos aplicados em imunohematologia para liberação do sangue que é transfundido nos hospitais. “É necessária a realização de testes pre-transfusionais e, para isso, precisa haver o entendimento das interações antígenos-anticorpos que ocorrem para liberação de hemocomponentes o mais compatível possível trazendo benefícios e segurança para o paciente”, declarou Ana Paula Prata, gerente do serviço no Hemocentro de Sergipe.

A gestora de Máquinas e Equipamentos da Fundação Parreira Horta, Rita Farrapeira, apresentou a gestão de equipamentos da hemorrede pública, enfatizando a sua importância para a segurança dos procedimentos realizados na unidade de hemoterapia. “O Hemose possui um parque de equipamentos instalado de baixa, média e alta complexidade, são geladeiras, freezers, centrífugas, separadores, homogeneizadores de bolsas de sangue, analisadores automatizados no processo de coleta, análises sorológicas, produção e acondicionamento do sangue”, detalhou.

Outro tema importante abordado no evento foi o manejo dos resíduos de serviços de saúde. Na oportunidade, o gestor Ambiental da Parreiras Horta, Jefter Costa Oliveira, citou as legislações que do serviço a RDC 222/2018 e a resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) 358/2015.  “Essas leis têm como objetivo a conscientização para os riscos, aspectos ambientais e segurança dos funcionários envolvidos no manejo de resíduos cuja finalidade é minimizar, reutilizar, reciclar, e quando isso não é possível, realizar a disposição final dos resíduos dos serviços de saúde adequadamente, protegendo a saúde e o meio ambiente”, alertou o químico industrial.

 

Avaliação

O biomédico Weber Teles, responsável pela organização do evento, ressaltou que a atividade propôs uma análise geral do sangue, desde as patologias, passando pela produção, análise e manejo dos resíduos. “Estou satisfeito reunimos nesse primeiro workshop profissionais do hemocentro. Nos próximos eventos, convidaremos gestores de outras áreas que compõe a cadeia produtiva do sangue para que eles possam falar de suas experiências e expertises”, destacou Teles.