Especialistas da SES lançam livro científico sobre Odontologia Ambulatorial e Hospitalar nesta sexta, 9

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A próxima sexta-feira, 9, reserva uma surpresa agradável aos cirurgiões-dentistas, aos acadêmicos de Odontologia e demais profissionais da saúde do estado de Sergipe. Acontecerá, na Livraria Escariz da Av. Jorge Amado, a partir das 18 horas, o lançamento do livro ‘PHD Odontologia’, escrito por Thadeu Roriz e Flávia Fontan Roriz, odontólogos com mais de 20 anos de experiência na área e trabalhadores da Fundação Hospitalar da Saúde (FHS) e Fundação Estadual da Saúde (FUNESA), órgãos gerenciados pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), com coautoria do médico sanitarista e gerente do programa estadual IST/AIDS, Almir Santana. Além do profundo conhecimento científico, o livro tem uma responsabilidade social.  Todo o lucro será doado para a Federação Estadual das APAEs do estado de Sergipe.

O livro, que será lançado também internacionalmente entre os 15 e 17 de novembro, na Universidad Inca Garcilaso, em Lima, Peru, durante o III Congresso Interamericano de Odontologia Hospitalar e Odontologia para Pacientes Especiais, possui enfoque multiprofissional direcionando o leitor para a assistência odontológica em pacientes em situações graves, seja no ambulatório ou em ambiente hospitalar.

Rico em conhecimento científico na área de Odontologia Hospitalar, Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais e suas interfaces com a Periodontia, possui 400 páginas. “O ‘PHD Odontologia’ é um livro científico que foi construído em alusão às iniciais das palavras Periodontia, Hospitalar e pacientes com Deficiência, fazendo um trocadilho com o termo em latim de Philosophiae Doctor (PHD)”, conta Thadeu Roriz.

Já o convite de coautoria feito a Almir Santana surgiu da necessidade de esclarecer os odontólogos e demais leitores da área da saúde, sobre questões relacionadas à transmissão das Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) e AIDS, mostrando que a boca é uma porta de entrada para essas infecções através do sexo oral e reforçar a possibilidade da transmissão de sífilis e HIV, por exemplo. A boca pode, ainda, sinalizar quando uma pessoa está infectada.

“Eu escrevi esse artigo, que faz parte do livro, para que os odontólogos passem essas informações para seus pacientes, porque pouco se fala da transmissão oral das IST. As pessoas acham que não pega através do sexo oral, mas pega! Eu chamo de via dupla porque a boca funciona, tanto como porta de entrada, como pode ser uma região do corpo que pode indicar que a pessoa está doente. No artigo falo quais são elas, a principal é a AIDS”, explica Almir.

O médico sanitarista faz, ainda, um alerta importante para que o odontólogo, quando suspeitar de alguma infecção, que ele peça logo o teste. “Muitas vezes o odontólogo atende uma pessoa com HIV e nem ele sabe, mas tem uma lesão, a monilíase oral, por exemplo, conhecida como sapinho, que indica uma possível contaminação e se ele pedir o teste logo, é possível diagnosticar a doença mais rápido” esclarece Santana que complementa “muitos odontólogos têm medo de atender pacientes com HIV, e ai eu mostro que a possibilidade de transmissão é muito difícil desde que eles usem os materiais de biossegurança” conclui.