Trabalho científico destaca importância do tratamento para pacientes com hemofilia e Von Willebrand

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Uma pesquisa científica realizada no serviço ambulatorial do Centro de Hemoterapia de Sergipe (Hemose), unidade da Fundação de Saúde Parreiras Horta (FSPH) que integra a Rede Estadual de Saúde estudou o perfil epidemiológico de pacientes portadores de hemofilias tipos A e B e doença de Von Willebrand. O trabalho enfatizou a importância do tratamento para melhoria na qualidade de vida dos usuários.
O estudo realizado pelas acadêmicas de biomedicina da Universidade Tiradentes (Unit) Claudiana Nunes e Paloma Dias Pádua tomou por base o histórico da assistência prestada aos usuários no Hemocentro de Sergipe, desde a consulta com o médico, até a prescrição do medicamento utilizado pelos indivíduos. Ao todos foram analisadas as informações de 212 pacientes, sendo que 125 (59%) são do sexo masculino e 87 (41%) do sexo feminino.  Dos pacientes masculinos 97,9% possui hemofilia tipo A e 2,1%, hemofilia B.
Dentre os pacientes que obtiveram o diagnóstico da coagulopatia no Hemose, foi constatado uma maior prevalência da doença de von Willebrand. “O objetivo deste trabalho foi caracterizar a qualidade de vida desses pacientes em acompanhamento ambulatorial no Hemose”, ressaltaram as graduandas.
O gerente do ambulatório, o biomédico Weber Santana Teles, disse que o estudo teve como objetivo realizar um levantamento de dados da condição clinica dos portadores de coagulopatias hereditárias e fazer a análise dos resultados dos indivíduos que realizaram o diagnóstico laboratorial no Hemose. “A pesquisa das estudantes ampliou o conhecimento sobre as características dos usuários assistidos pela unidade e, também confirma que os investimentos em tratamento das coagulopatias contribuem para melhoria de indicadores dos serviços”, destacou.
Teles explicou que o portador de hemofilia apresenta em menor quantidade, algumas proteínas (chamadas fatores de coagulação) necessárias para coagular o sangue. Conforme o biomédico a infusão de fator VIII e IX, de coagulação deficiente para os hemofílicos fornece ao corpo a proteína deficiente. “O tratamento consiste na infusão preventiva do fator de coagulação para evitar os sangramentos internos. A medicação permite que o usuário leve uma vida mais tranquila e integrada com a sociedade”, salientou.
O Hemocentro de Sergipe é a unidade referenciada pelo Ministério da Saúde (MS) para o tratamento de pacientes portadores de coagulopatias – alteração na coagulação do sangue. As mais comuns são a hemofilia dos tipos A e do tipo B, além da doença de Von Willebrand. As hemoglobinopatias – doença genética do sangue com alteração na hemoglobina – a mais comum é a Anemia Falciforme.
Serviço
Para ter acesso aos serviços, os usuários devem procurar a unidade com documento de identidade e o encaminhamento do médico que realizou o diagnóstico de algumas das doenças. O serviço ambulatorial do Hemose funciona de segunda a sexta-feira, no horário das 7h30 às 17h. Mais informações através dos telefones: (79)3225-8000 e 3225-8046.

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